Trolls, segundo Jorge Luis Borges

Os leitores de meu blog sobre livros estão mais habituados ao escritor argentino Jorge Luis Borges.

Por outro lado, os meus leitores deste blog estão mais familiarizados com a figura dos trolls.

Não com as criaturas míticas, porém. Mas com um tipo de visitante que fica feliz em provocar brigas e discussões improdutivas em blogs, fóruns e outros ambientes online.

No entanto, as definições formais da criatura mitológica coincide em muito com a criatura virtual que, admitamos, cada um de nós já vivenciou em maior ou em menor grau.

Vejamos o que escreve Borges em seu Livro dos Seres Imaginários:

O poema dramático Peer Gynt (1867), de Henrik Ibsen, garante sua fama. Ibsen imagina que são acima de tudo, nacionalistas; acham, ou tentam achar, que a beberagem horrível que fabricam é deliciosa, e que suas cavernas são palácios. Pra que Peer Gynt não perceba como seus antros são sórdidos, ameaçam arrancar-lhe os olhos.

A minha dica de como lidar com trolls é a seguinte: eles são seres imaginários. Caso algum resolva importunar o seu blog, apenas ignore-o e ele deixará de existir.

A melhor forma de fazer isso é moderar o primeiro comentário de qualquer leitor e apagar comentários considerados ofensivos a você e aos outros leitores.

Por que adoro vender livros para o Submarino

Vejo muitos blogs afiliados ao submarino enfatizando a venda de eletrônicos, a fim de abocanhar a sua comissão.

Nada de errado nisso, afinal, sempre é algo que impressiona saber que você vendeu um produto tão caro como um notebook sem fazer o menor esforço (como se fazer um blog bem feito não fosse resultado de esforço).

Porém, enfatizando a venda de livros em um de meus sites - que fala justamente sobre livros - aprendi algumas coisas importantes a respeito dessa especialidade.

  • Livros são mais baratos: há mais possibilidades de um visitante comprar um livro através do seu blog que um computador ou uma tevê de plasma
  • A comissão de livros nacionais é a maior do Submarino (8%): para ter uma comissão que eu consigo vendendo apenas R$ 500 em livros, eu preciso vender um produto de informática de R$ 2000
  • Nada impede que o seu visitante, ao navegar pelo Submarino, compre outra coisa que não o produto indicado por você: e, surpresa, você recebe a comissão mesmo assim. Assim, mesmo sem nunca ter colocado links para notebooks e afins já vendi computadores e até umas duas máquinas de lavar, além de outras miudezas

Tomara que no futuro a empresa implante ferramentas tão versáteis quanto as da Amazon. Assim, quem sabe, fique ainda mais fácil trabalhar com esse sistema de afiliados.

Minha página de erro 404 é melhor que a sua?

O Pedro Menezes chama a atenção para um aspecto importante de um blog: a página de erro 404.

O seu visitante chega a seu site e a página apontada pelo link em que ele clicou não existe mais.

O que ele encontra? A página de erro 404. Todo o mundo já viu uma.

E o que acontece. “Ah… que chato”, o visitante pensa. “Vou procurar algo legal para ler em outro site”.

Não! Existem opções. E você pode apontá-las ao seu leitor, sobretudo se você tem uma versão hospedada do WordPress ou outro gerenciador de conteúdo.

Entre elas:

Recomendo a leitura do artigo do Pedro Menezes.

Novo compartilhamento do Google Reader: o blog é o Novo Blog

A maneira como o blog surgiu certamente tem muito a dizer sobre o que essa ferramenta é e sobre o que ela virá a ser.

John Barger já disse e eu já repeti isso aqui algumas vezes:

Um blog verdadeiro é um log de todos os sites que você gostaria de salvar ou dividir. (Então, hoje, o del.icio.us é melhor para os bloggers do que o próprio Blogger).

Barger mata a charada.

O blog como o conhecemos hoje já não assume essa função de ser mero repositório de links e registro de navegação.

Outras ferramentas passaram a ocupar essa função que não deixa de ser importante:

Com a nova possibilidade de compartilhamento de qualquer página visitada pelo leitor, o Google Reader supre de maneira fácil, rápida e eficiente essa característica fundamental dos blogs “de raiz”.

Repito-a: ser um “log de todos os sites que você gostaria de salvar ou dividir”.

Se você não é usuário do Google Reader e, ainda assim quer ver por onde ando e de onde saem algumas de minhas idéias, pode acompanhar meus artigos compartilhados no seguinte endereço:

Note que agora é muito simples também acrescentar uma pequena nota, uma observação sarcástica ou um adendo espirituoso ou simplesmente palavras explicativas ao link, como recomenda o próprio Barger.

Muito bem. Compartilhar links, agora, é automático, rápido, barato, grátis e certamente surgirão outras ferramentas de outras empresas, as atuais serão aperfeiçoadas e essa função passa a um outro nível.

Isso, caro leitor, cara leitora, é o que era o blog quando ele nasceu, há pouco mais de dez anos. Apresentar a um suposto leitor aquilo que já estava na web.

O que hoje chamamos de blog é uma outra coisa, que pode - caso você queira - ter uma outra função. Uma função, que diga-se de passagem, assume há muito tempo sem que isso tenha sido decretado, no entanto:

  • trazer você, autor, para o contato com outros autores e leitores.

Entramos oficialmente em uma era, senhoras e senhores, em que o que hoje chamamos de blog é a ferramenta para trazer para a web - e por web entendo não a rede de computadores, mas a de pessoas - aquilo que ainda não está nela.

Algo único: sua vida, sua experiência, suas opiniões, seu conteúdo.

Você.

Estou cuidando de um novo blog…

… mas, desta vez, ele não é meu.

Bastou eu lançar o meu blog sobre Yôga e, dias depois, fui contatado pela diretoria da escola de Yôga em que pratico para que eu passasse a cuidar do conteúdo do seu blog.

Sem dúvida há muito a ser feito ainda, principalmente no que diz respeito ao design, que precisará de maior identidade no futuro. No entanto, fui contratado principalmente pelo aspecto do conteúdo.

Além de prestar informações aos alunos e comunidade interessada, o blog tem o objetivo secundário - que considero bem importante - de aumentar a visibilidade do site como um todo nos buscadores.

O site, até então, era todo desenvolvido em flash e, não é preciso ser muito experiente na web para saber como isso torna as coisas problemáticas do ponto de vista dos buscadores que, em tal ambiente, têm pouca coisa palatável para seus robôs de indexação.

Por enquanto, as informações ali publicadas são mais referentes aos interesses dos alunos da unidade, mas pretendo garantir um conteúdo de interesse geral a fim de que a leitura não fique restrita apenas aos praticantes de Yôga, mas a qualquer um que tenha inclinação à filosofia, à qualidade de vida e cultura em geral.

Aliás, esse é um tema bastante interessante para artigos futuros:

  • Afinal, como criar interesse geral por temas específicos?
  • Como ampliar o alcance de um assunto cujo tamanho do público é aparentemente menor?

Aguarde os próximos capítulos. Pretendo ganhar bastante conhecimento nesse campo e, assim que puder, vou compartilhar com você.