Esta fase de ascenção dos blogs como instrumento de formação de opinião gera situações interessantes.
Afinal, o blog já é mídia de fato ou a mera expressão de uma opinião individual, seja a de um cliente de uma empresa ou a de um freguês de um restaurante? E, independentemente do que seja, qual deve ser a postura dos diretamente envolvidos por essa opinião?
Pois bem.
O Manual de Sobrevivência em São Paulo publicou observações sobre uma refeição no Rancho da Traíra e o primeiro comentário foi daqueles que parecem ser o consultor jurídico e a gerente de marketing do estabelecimento, citando umas duas dezenas de artigos.
A esse comentário seguiram-se outros 157. Não sobre a comida. Mas sobre a reação do restaurante.
Será que, se a crítica fosse feito em uma revista de grande circulação, a reação seria a mesma?
Parece bobagem, mas situações como essa dão rumos para as discussões éticas dos novos meios de comunicação.
Me diga você o que acha.
157 e contando.


7 comentários ↓
Deixei um comentário lá também. Não sei se vai chegar ao pessoal do RdT, mas é o mais próximo possível que vou chegar.
No mais, o blog pessoal é, praticamente, a opinião de seu autor. Se uma empresa pensa em calar todos aqueles que expressem suas opiniões negativas em público… bem, acho que sabemos onde isso vai dar, certo?
Numa revista, o restaurante não teria a chance de responder tão imediatamente. Provavelmente, mandaria uma carta, que não seria publicada. Talvez, os marketeiros da revista entrassem em contato com o do restaurante e dissessem “olha, não adianta bater no mensageiro”; talvez, o departamento jurídico respondesse “processe, se quiser” ou “você tem o direito de resposta, escreva 17 palavras e nós publicaremos”.
Em qualquer situação, ficaria menos feio pro restaurante.
Como diria bezerra da silva: malandro é malandro, mané é mané… e espero que o advogado deles não venha me encher as medidas
hehehe
falows
Por aqui, por enquanto, nenhum advogado…
Abraços!
Lu,
ou seja, a comunicação entre empresas e clientes e mídia hoje precisa ser muito mais atenciosa… ia dizer cautelosa, mas a palavra sugere um posicionamento defensivo… por isso disse “atenção”, mais próxima de um relacionamento mais humano.
Obrigado pelo comentário.
Abraços do Ale.
Bruno, como eu disse para a Lu, as empresas terão que se tornar menos pessoas jurídicas, mais humanas e mais atenciosas com as PESSOAS e não com os clientes. Acho que é isso… abracetas!
[...] aqui, [...]
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