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	<title>QueroTerUmBlog.com! &#187; Ética para blogs</title>
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		<title>Credibilidade, mantra e satya</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 15:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[satya]]></category>
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		<description><![CDATA[Credibilidade e relevância são conceitos que são construídos aos poucos na carreira de um profissional de blogs e de outras mídias sociais, com constância e disciplina. Talvez um conceito de uma cultura muito antiga nos ajude a entender isso melhor. Mantras nada tem de místico. São tão somente a vocalização (ou mesmo a escrita) de [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/credibilidade-mantra-e-satya/">Credibilidade, mantra e satya</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Credibilidade e relevância são conceitos que são construídos aos poucos na carreira de um profissional de blogs e de outras mídias sociais, com constância e disciplina.</p>
<p>Talvez um conceito de uma cultura muito antiga nos ajude a entender isso melhor.</p>
<p>Mantras nada tem de místico. São tão somente a vocalização (ou mesmo a escrita) de sons e ultrasons sob determinadas condições.</p>
<p>Porém, vejamos o que nos dizem os autores Ricardo Melo e Caio Melo, no livro O Poder do Mantra:</p>
<blockquote><p>Para começar a compreender melhor o termo, você pode partir de um conceito mais popular e flexível, mas que gera uma boa reflexão: mantra é qualquer palavra ou som que se possa emitir. Existe um ditado no Yôga que diz: palavra é mantra. Ou seja, em qualquer idioma, quando se fala qualquer coisa emite-se um mantra,<strong> um arquétipo sonoro de uma intenção</strong>.</p>
<p>Se contada uma verdade, por exemplo, é criado um arquétipo dela. Ao mesmo tempo no inconsciente há um <strong>aumento de credibilidade em relação ao que foi dito</strong>. Aprimora-se assim a capacidade de emitir vibrações que causem <strong>efeitos e resultados reais</strong>. Para tanto, o comportamento deve estar atrelado ao preceito satya, a verdade, tornando a palavra mais poderosa. O contrário também acontece, no caso de uma mentira.</p></blockquote>
<p>Quanto a <a href="http://eupraticoyoga.com/serie-codigo-de-etica-yogin-2-satya/">Satya, segunda norma do Código de Ética Yôgin</a>, você verá que ela se aplica perfeitamente a muitas das atividades e posturas do profissional de Mídias Sociais:</p>
<ul>
<li>A segunda norma ética do Yôga é <strong>satya</strong>, a verdade.</li>
<li>O yôgin não deve fazer uso da inverdade, seja ela na forma de  mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um  fato, seja na de omissão perante uma dessas duas circunstâncias.</li>
<li>Consequentemente, ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão  grave quanto passá-los adiante.</li>
<li>O boato mais grave é aquele que foi gerado com boa-fé, por falta de  atenção à fidelidade do fato comentado, já que uma inverdade dita sem  más intenções tem mais credibilidade.</li>
<li>Emitir comentários sem o respaldo da verdade, sobre fatos ou  pessoas, expressa inobservância à norma ética. (&#8230;)</li>
</ul>
<p><strong>Muita atenção</strong> para o quarto item. No Twitter a gente sempre cai nessa.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/credibilidade-mantra-e-satya/">Credibilidade, mantra e satya</a></p>
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		<title>A arte de não perder a oportunidade de ficar quieto na internet</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 13:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[ficar quieto]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>

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		<description><![CDATA[A arte de não perder a oportunidade de ficar quieto na internet consiste em saber ficar quieto quando, na internet, a oportunidade surge. Óbvio. Só continue a ler se conseguir entender que há uma grande diferença entre essa arte e se omitir. Trata-se de uma arte cada vez mais esquecida. A grande questão das oportunidades [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/a-arte-de-nao-perder-a-oportunidade-de-ficar-quieto-na-internet/">A arte de não perder a oportunidade de ficar quieto na internet</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A arte de não perder a oportunidade de ficar quieto na internet  consiste em saber ficar quieto quando, na internet, a oportunidade  surge.</p>
<p>Óbvio.</p>
<p>Só continue a ler se conseguir entender que há uma grande  diferença entre essa arte e se omitir.</p>
<p>Trata-se de uma arte cada  vez mais esquecida.</p>
<p>A grande questão das oportunidades é saber  identificá-las.</p>
<p>No caso que estudamos agora, a oportunidade pode  ser identificada por uma <strong>necessidade urgente</strong> &#8211; ainda que ilusória &#8211; de escrever algo &#8220;importante&#8221;, seja no  twitter, em fóruns, na caixa de comentários de um blog ou mesmo em seu  próprio blog depois de determinado estímulo.</p>
<p>Geralmente, ela vem acompanhada mentalmente &#8211; ou até  acusticamente &#8211; por frases como:</p>
<p>- Agora vou dizer umas  verdades!!! &#8211; exclamações incluídas.</p>
<p>(lembro de uma tirinha em que o personagem, enquanto é chamado  insistentemente para a cama pela companheira, reluta a deitar-se  madrugada adentro, dizendo: &#8220;Agora não posso. Tem alguém errado na  internet!&#8221;)</p>
<p>Quanto mais urgente a sua necessidade de se manifestar,  maior a probabilidade de você estar diante de uma GRANDE oportunidade de  ficar quieto.</p>
<p>Não a perca.</p>
<p>Vários motivos para isso.</p>
<ul>
<li>quanto maior a oportunidade de ficar quieto perdida maior também é  a capacidade de dano causada pelas palavras emitidas, a si mesmo e aos outros</li>
<li>a sua imagem e reputação pode ser abalada por uma oportunidade de  ficar quieto perdida</li>
<li>enquanto isso, o tema da discussão toda será esquecido no dia  seguinte enquanto os reflexos emocionais da oportunidade perdida  permanecerão</li>
<li>quanto mais oportunidades você perde, menos educado nessa arte  você fica</li>
<li>se você acha muito importante dizer algo, deixe que outro o faça; o que não falta na internet é gente perdendo a oportunidade de ficar quieto; faltam pessoas agindo, no entanto</li>
<li>entre outros</li>
</ul>
<p>Algo que deveria ser óbvio, mas não é: não se deve debater com alguém cuja opinião é diferente da sua.  Quanto mais se ela for diametralmente diferente da sua. Ambos sairão da  contenda com as mesmas opiniões que entraram, mas com mais arranhões e  ossos quebrados do que quando entraram. Se o provocador do estímulo mudar de opinião, será por vontade  própria e não porque você, na sua perda de oportunidade de ficar  quieto, o convenceu. Nunca vi alguém ser convencido pelo discurso alheio a mudar de opinião.</p>
<p>Se alguém acredita realmente nisso, pode sofrer sérios desgaste de energia provocados por uma distorção  na noção de auto-importância.</p>
<p>Existem  formas de evitar o problema de não saber identificar oportunidades de  ficar quieto. A mais conhecida é contar até 10. Por exemplo: não  responda a nenhum estímulo em menos de um mínuto. Um minuto costuma ser  suficiente para se identificar qualquer coisa ou mesmo para perguntar a  alguém mais versado no tema.</p>
<p>Se o problema for no Twitter, dê  unfollow ou mesmo block. Não precisa anunciar que fez isso (essa é uma  grave oportunidade de ficar quieto perdida). Não se desgaste.  Simplifique a vida.</p>
<p>Se o problema for em um fórum ou em um blog,  deixe de lê-lo. Deixe para escrever e comentar e se manifestar nos blogs e fóruns que o  agradam.</p>
<p>Desde que passei a me esforçar para entender a arte de ficar  quieto na internet, tenho identificado pelo menos duas ou três  oportunidades perdidas e muitas não perdidas diariamente. O que é bom,  considerando que trabalho coma arte de tagarelar na internet e que, perdidas ou não, estou as  identificando.</p>
<p>A arte de não perder uma oportunidade de ficar  quieto na internet, no entanto, é algo que merece maior desenvolvimento e  certamente voltarei a falar dela.</p>
<p>Na verdade, ela merece  capítulos e capítulos a seu respeito. O que, de certo modo, é um  contra-senso: afinal isso é tudo, menos ficar quieto.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/a-arte-de-nao-perder-a-oportunidade-de-ficar-quieto-na-internet/">A arte de não perder a oportunidade de ficar quieto na internet</a></p>
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		<title>Segundo a justiça canadense o cidadão é o jornalista</title>
		<link>http://queroterumblog.com/segundo-a-justica-canadense-o-cidadao-e-o-jornalista/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 13:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[canadá]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>

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		<description><![CDATA[No Canadá não há mais jornalistas. Apenas cidadãos. Notícia que leio no Webmariano: Os magistrados de lá igualaram imprensa tradicional e a pessoa que recorre a blogs, SMS, Twitter, o que for, para divulgar uma informação, definindo apenas que é preciso provar que todos os esforços foram feitos no sentido de publicar o que pôde [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/segundo-a-justica-canadense-o-cidadao-e-o-jornalista/">Segundo a justiça canadense o cidadão é o jornalista</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No Canadá não há mais jornalistas. Apenas cidadãos.</p>
<p>Notícia que leio no <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/12/25/nao-ha-mais-jornalistas-apenas-cidadaos/">Webmariano</a>:</p>
<blockquote><p>Os magistrados de lá igualaram imprensa tradicional e a pessoa que recorre a blogs, SMS, Twitter, o que for, para divulgar uma informação, definindo apenas que é preciso provar que <strong>todos os esforços</strong> foram feitos no sentido de publicar<strong> o que pôde ser verificado como verdadeiro</strong>. (<a href="http://www.canlii.org/en/ca/scc/doc/2009/2009scc61/2009scc61.html">Leia a Documento</a>)</p></blockquote>
<p>Os negritados são meus.</p>
<p>No Canadá apenas se oficializou juridicamente aquilo que no mundo inteiro já é uma verdade, queiram os tribunais ou não.</p>
<p>Independentemente disso (e de que aqui não é o Canadá, mas o Brasil), se você pretende fazer uma denúncia ou emitir uma opinião importante em seu blog, seu twitter, em sua comunidade do Orkut ou seja lá o lugar &#8211; como sugerem os negritados, esteja munido de provas (fotos, documentos) e testemunhas (fontes, declarações).</p>
<p>E de conhecimento da legislação: do momento da concepção do seu post, passando pela hora de escrever, até o momento de clicar no botão para publicar.</p>
<p>Isso fará com que você se saia bem em uma eventual intimidação jurídica (não sairá correndo na primeira intimação extra-judicial) e em um confronto jurídico.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/segundo-a-justica-canadense-o-cidadao-e-o-jornalista/">Segundo a justiça canadense o cidadão é o jornalista</a></p>
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		<item>
		<title>O caso de processo a blog mais importante do ano</title>
		<link>http://queroterumblog.com/o-caso-de-processo-a-blog-mais-importante-do-ano/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 17:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[expressão]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso de processo a blogs mais importante do ano foi o que sofreu a editora Denise Botmann do blog Não Gosto de Plágio. Ela recebeu uma queixa-crime da editora Martin Claret por conta das denúncias de plágio que fez em seu blog. Juiz rejeita queixa crime da Martin Claret contra Denise Botmann Uma blogueira [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/o-caso-de-processo-a-blog-mais-importante-do-ano/">O caso de processo a blog mais importante do ano</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso de processo a blogs mais importante do ano foi o que sofreu a editora<a href="http://naogostodeplagio.blogspot.com/"> Denise Botmann do blog Não Gosto de Plágio</a>. Ela recebeu uma queixa-crime da editora Martin Claret por conta das denúncias de plágio que fez em seu blog.</p>
<ul>
<li><a href="http://livroseafins.com/juiz-rejeita-queixa-crime-da-martin-claret-contra-blogueira-denise-bottmann/">Juiz rejeita queixa crime da Martin Claret contra Denise Botmann</a></li>
</ul>
<p>Uma blogueira que venceu juridicamente.</p>
<p>Os posts que ela escreveu sobre o caso de plágio e que geraram a queixa-crime estão baseados em fatos e, apesar de questões emocionais estarem envolvidas, ela manteve-se assim: embasada em fatos.</p>
<p>No que diz respeito a emitir opiniões e fazer denúncias, ela dá uma aula sobre o tema. Ela conhece as legislações dos temas que aborda no blog (direitos autorais e afins).</p>
<ul>
<li><a href="../jogar-com-as-regras-embaixo-do-braco/">Aprenda você também a jogar com as regras embaixo do braço</a>.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, nos posts em que ela fala sobre o processo que sofreu, você não vai ler o termo &#8220;liberdade de expressão&#8221;. Ela não o usa.</p>
<p>Reflita.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/o-caso-de-processo-a-blog-mais-importante-do-ano/">O caso de processo a blog mais importante do ano</a></p>
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		<title>Direito de expressão e direito de buscar a justiça</title>
		<link>http://queroterumblog.com/direito-de-expressao-e-direito-de-buscar-a-justica/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 12:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[calúnia]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[código penal]]></category>
		<category><![CDATA[difamação]]></category>
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		<category><![CDATA[leis]]></category>

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		<description><![CDATA[Só esta semana acompanhei &#8211; e possivelmente você também acompanhou &#8211; dois ou três casos que envolveram críticas a estabelecimentos comerciais ou a marcas em blogs seguidas de entreveros mais ou menos jurídicos. Quando isso acontece, atualmente, na blogosfera o costume é que se ergam os braços e se elevem as vozes, gritando: &#8220;E a [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/direito-de-expressao-e-direito-de-buscar-a-justica/">Direito de expressão e direito de buscar a justiça</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só esta semana acompanhei &#8211; e possivelmente você também acompanhou &#8211; dois ou três casos que envolveram críticas a estabelecimentos comerciais ou a marcas em blogs seguidas de entreveros mais ou menos jurídicos.</p>
<p>Quando isso acontece, atualmente, na blogosfera o costume é que se ergam os braços e se elevem as vozes, gritando: &#8220;E a liberdade de expressão?&#8221; ou, ainda, &#8220;Isso é censura!&#8221;. Mais ou menos como o jogador atingido por um carrinho, o resto do time e a torcida, pedindo um cartão vermelho ao árbitro.</p>
<p>Calma lá.</p>
<p>Assim como o blogueiro &#8211; ou quem quer que seja &#8211; tem direito de se manifestar sua opinião, a pessoa física ou jurídica sobre quem incide essa opinião também tem o direito de buscar a Justiça. E isso, se não me engano, deve estar garantido em alguns lugares da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm">Constituição</a> e do <a href="http://www.culturabrasil.pro.br/codigocivil.htm">Código Civil</a>.</p>
<p>Digamos que na suposta crítica de um suposto blogueiro estejam incluídas expressões de baixo calão referindo-se a um suposto estabelecimento. Eu diria que a possibilidade desse estabelecimento buscar os seus direitos é bem maior.</p>
<p>Meu conselho aos atuais e futuros blogueiros: estudem três itens em especial do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848compilado.htm">Código Penal</a>, constantes do capítulo V, que diz sobre os crimes contra a honra.</p>
<blockquote><p><strong> Calúnia</strong></p>
<p>Art. 138 &#8211; Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:<br />
Pena &#8211; detenção, de seis (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.</p>
<p><strong>Difamação</strong></p>
<p>Art. 139 &#8211; Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:<br />
Pena &#8211; detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.</p>
<p><strong>Injúria</strong></p>
<p>Art. 140 &#8211; Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:<br />
Pena &#8211; detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.</p></blockquote>
<p>Por exemplo, ao usar palavras de baixo calão contra um estabelecimento ou seu produto, por mais que a qualidade do produto corresponda às tais palavras, por mais que seja a mais pura verdade, o blogueiro perde a razão ao cometer o que se chama de injúria. Artigo 140.</p>
<p>Ao julgar o caso, o juiz não vai verificar se, de fato, o produto em questão tem baixa qualidade que mereça tal designação. Vai apenas verificar que foram usadas palavras pouco recomendadas para um jantar familiar.</p>
<p>O mesmo vale para a calúnia: só denuncie e acuse se suas palavras tiverem sustentação e não saia espalhando por aí coisas que você não gostaria que espalhassem sobre você. E ainda que suas palavras tenham sustentação, não se espante se a outra parte, ainda assim, buscar se defender. Faz parte do jogo.</p>
<p>Não que você não possa usar palavrões ou espalhar fatos não comprovados. Você pode. Mas deve estar ciente das consequências jurídicas e éticas.</p>
<h3>Por outro lado</h3>
<p>Por outro lado, buscar a Justiça em boa parte dos casos talvez não seja a melhor solução.</p>
<p>Afinal, quanto mais se bate em um sino rachado, mais ele soa de forma desagradável.</p>
<p>Leve a sério esta <a href="http://www.ovelho.com/content/boteco-s%C3%A3o-bento-na-vila-madalena-sp-enterra-sua-reputa%C3%A7%C3%A3o-em-disputa-com-blogueiros">lei que encontrei nO Velho</a>:</p>
<blockquote><p>A amplitude de uma propaganda negativa na Internet é diretamente proporcional, à resistência que se faz a ela, ao cubo.</p></blockquote>
<p>Vale também para apelidos: quanto mais caso se faz, mais ele se apega ao dono.</p>
<p>Uma crítica sobre a qual ninguém ficaria sabendo acaba se espalhando por toda a internet, coisa que não aconteceria se ela fosse simplesmente ignorada ou, então, servisse de parâmetro nas melhoras de um serviço ou um produto.</p>
<p>Qualquer um que tenha sido atingido por uma crítica de qualquer tipo a partir de um blog ou site do gênero, deve antes de mais nada ponderar uma conciliação. Lembre-se: você está tratando com pessoas não com uma empresa de comunicação. <strong>Se você não consegue parlamentar com um blogueiro, você não consegue dialogar com seus clientes</strong>.</p>
<p>O diálogo é sempre mais fácil. Tente aproveitar as críticas, mesmo as chulas, positivamente. Quem sabe até mesmo transformando aquele onde se vê um inimigo em um aliado. É uma questão de mudar como se enxerga as coisas. O processo de comunicação e propagação de informações e opiniões mudou. Mude também.</p>
<p>De outra maneira, você corre o risco de ver o jogador caído em campo, os outros 10, o banco reserva e a torcida pedindo cartão vermelho. Corre até o risco de ser linchado virtualmente.</p>
<p>Lembre-se, mesmo pessoas (blogueiros) inteligentes, quando em grupo (ainda que esse grupo tenha laços manifestados apenas pela internet), tendem a assimilar o comportamento da horda só para se sentirem como parte de algo.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/direito-de-expressao-e-direito-de-buscar-a-justica/">Direito de expressão e direito de buscar a justiça</a></p>
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		<title>Por que propagamos notícias falsas</title>
		<link>http://queroterumblog.com/por-que-gostamos-de-propagar-noticias-falsas/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 13:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
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		<category><![CDATA[mentiras]]></category>
		<category><![CDATA[propagação]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há alguns anos era relativamente fácil localizar a origem de uma notícia falsa (quem não lembra do caso da Escola de Base?), hoje as responsabilidades desse tipo ficaram mais diluídas. Mais e mais pessoas participam ativamente do processo de propagação de informações sem a necessidade de reconhecimento acadêmico oficial (leia-se: diploma). Existem alguns motivos [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/por-que-gostamos-de-propagar-noticias-falsas/">Por que propagamos notícias falsas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há alguns anos era relativamente fácil localizar a origem de uma notícia falsa (quem não lembra do <a href="http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp">caso da Escola de Base?</a>), hoje as responsabilidades desse tipo ficaram mais diluídas.</p>
<p>Mais e mais pessoas participam ativamente do processo de propagação de informações sem a necessidade de reconhecimento acadêmico oficial (leia-se: diploma).</p>
<p>Existem alguns motivos que fazem com que propaguemos notícias falsas participando ativamente de um processo que é mais de desinformação do que propriamente benéfico:</p>
<ol>
<li><strong>A notícia preenche algum tipo de expectativa pessoal e social</strong>: basear uma ação, qualquer uma, em expectativas em vez de baseá-la em fatos quase sempre é um erro. No entanto, uma boa parte das informações nas redes sociais se desloca assim</li>
<li><strong>Essa expectativa pode ser catastrófica em diferentes níveis</strong> &#8211; nível baixo (Xuxa processando o Twitter), nível médio (o risco de um vírus que apaga o HD), nível alto (uma determinada cidade foi atingida por um terremoto), não importa: participar da propagação de uma informação falsa como essa envolve sentimentos que vão do se mostrar revoltado ao da solidariedade, se ficarmos no exemplo acima; queremos nos envolver</li>
<li><strong>Essa expectativa pode ser benéfica em diferentes níveis</strong> &#8211; é o caso dos emails que dizem que você ganhará um celular ou outro produto se enviar a mensagem para determinado números de contatos (não é sorteio); ou do bebê que ganhará 5 centavos da AOL para cada email enviado. Mais uma vez: queremos ajudar</li>
<li><strong>Não importa o tipo de expectativa</strong> &#8211; queremos ser um dos participantes do processo de preenchimento dessas expectativas por pura empatia. Um hoax (notícia falsa que se espalha na internet) que nos pede que ajudemos uma criança que está morrendo por conta de uma doença rara, por exemplo, conta com a compaixão existente em quase todos os seres humanos. A notícia falsa de que a Xuxa processaria o Twitter conta com a revolta que isso causaria em quase todos os usuários do Twitter (nesse caso específico, o julgamento da informação também foi prejudicado por informações passadas: outras celebridades já processaram outros serviços da internet, assim, formando assim um outro componente das expectativas).</li>
<li> <strong>Incapacidade de agir </strong>- ao mesmo tempo em que queremos nos sentir participantes do processo, empáticos e identificados com as expectativas de um grupo, não queremos tomar atitudes que nos tirem de nossa comodidade. Assim, é muito cômodo acreditar que estamos ajudando ou fazendo uma denúncia importante apenas apertando o botão de enviar, dando um RT ou mesmo assinando uma petição online.</li>
<li><strong>Velocidade</strong> &#8211; É fácil apertar o botão de forward e enviar ou é fácil dar RT ou mesmo publicar um post em um blog. Rapidamente uma informação se espalha e por presença massiva ganha o status de verdade propagando-se ainda mais facilmente. Por conta dessa facilidade, atendemos todas as necessidades acima (empatia, preenchimento de expectativas, etc) com grande negligência.</li>
<li><strong>Responsabilidade diluída</strong> &#8211; a responsabilidade é de todos, logo, aparentemente, não é de ninguém. Embora, sim: ao propagar uma informação você se compromete eticamente com sua veracidade e com as consequências advindas de sua propagação. Você já deve ter recebido um email do tipo descrito acima com os dizeres: &#8220;Não sei se é verdade, mas em todo caso estou mandando&#8221; ou &#8220;nunca se sabe&#8221;. Frases desse tipo me dizem &#8220;apague sem ler&#8221; mas normalmente elas acabam dizendo &#8220;deve ser verdade&#8221;. E reinicia-se o processo de empatia e preenchimento de expectativas.</li>
</ol>
<h3>Como evitar</h3>
<p>A receita é fácil, embora exija esforço por ser necessário sair de processos automáticos e adotar-se métodos mais analíticos. Embora esses métodos mais analíticos sejam simples, abandonar maus hábitos sempre pede determinação, constância, disciplina e atenção.</p>
<p>Enquanto não conseguir fazer isso sistematicamente, contar até 10 antes de dar RT no Twitter ou enviar pelo email talvez seja útil.</p>
<ol>
<li><strong>Duvidar </strong>das informações que você recebe da internet, nos jornais, na tv, no rádio: não importa a fonte</li>
<li><strong>Verificar a real relevância</strong> do fato: é mesmo importante &#8211; negativa ou positivamente &#8211; a divulgação de determinada informação? Para quem?</li>
<li><strong>Checar</strong>: às vezes uma checagem no Google é suficiente, mas nem isso costuma-se fazer. No entanto, às vezes é melhor checar com os próprios envolvidos pela notícia ou esperar que alguém o faça</li>
<li><strong>Não perca a oportunidade de ficar quieto</strong>: se ausentar de certos processos de propagação da informação (ou desinformação) não vai tirar pedaço</li>
</ol>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/por-que-gostamos-de-propagar-noticias-falsas/">Por que propagamos notícias falsas</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O conflito entre nova mídia e velha mídia non ecziste</title>
		<link>http://queroterumblog.com/o-conflito-entre-nova-midia-e-velha-midia-non-ecziste/</link>
		<comments>http://queroterumblog.com/o-conflito-entre-nova-midia-e-velha-midia-non-ecziste/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 13:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[diploma]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo, publicado anteriormente em outro site, é do ano passado (ou retrasado) e fala sobre uma rinha entre blogueiros e jornalistas que se deu temporariamente. E de certo modo localmente, se pudermos considerar a aldeia blogueira com que convivo um local (existem várias aldeias). Recentemente e de forma menos aguda e mais crônica, [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/o-conflito-entre-nova-midia-e-velha-midia-non-ecziste/">O conflito entre nova mídia e velha mídia non ecziste</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo, publicado anteriormente em outro site, é do ano passado (ou retrasado) e fala sobre uma rinha entre blogueiros e jornalistas que se deu temporariamente. E de certo modo localmente, se pudermos considerar a aldeia blogueira com que convivo um local (existem várias aldeias).</p>
<p>Recentemente e de forma menos aguda e mais crônica, a tensão entre velhas mídias e novas mídias tem aumentado. Gosto do termo tensão, porque ele é usado em harmonia musical, em sinfonias: a tensão acontece para em algum momento se resolver, harmonizando-se de uma forma ou de outra. Pessoalmente, não acho que existam novas e velhas mídias. Existe a mídia da qual, agora, você participa mais ativamente.</p>
<p>Se a responsabilidade de um jornalista que trabalha em um portal checar uma informação é grande, pela confiança que é creditada a seu veículo, a de um usuário do Twitter não é menor apenas porque seus atos estão diluídos na massa composta por outros usuários. O mesmo a pessoa que dá forward para toda a sua lista de emails, divulgando uma notícia falsa.</p>
<p>Se há problema de confiabilidade nas informações da internet, isso não é problema da internet. Uma mera ferramenta. Os problemas são reflexos de seus utilizadores e, convenhamos, o ser humano embora tenha potencial ainda não é exatamente uma torre de virtudes. Não culpe o martelo pelo dedo machucado.</p>
<p>Pois bem, segue o texto:</p>
<blockquote><p>Eu sou jornalista e editor de blogs.</p>
<p>Convivo com outros editores de blogs &#8211; através do computador &#8211; e com outros jornalistas &#8211; na redação e em outros ambientes.</p>
<p>Posso dizer que não existe conflito entre os dois mundos por vários motivos.</p>
<p>Um deles, só para começar: além de jornais poderem ser várias coisas abarcadas pelo termo pouco preciso &#8220;jornal&#8221; e blogs poderem ser várias coisas abarcadas pelo termo pouco preciso &#8220;blog&#8221;, <strong>os dois mundos não se conhecem</strong>.</p>
<p>Jornalistas têm uma vaga idéia do que seja um blog e editores de blog têm uma vaga idéia do que seja o jornalismo.</p>
<p>Mesmo jornalistas que têm blog não costumam &#8211; em geral &#8211; explorar todas as potencialidades de um. E editores de blog, ainda que tenham visto muitos filmes sobre jornalismo, se não tiverem entrado em uma redação, jamais saberão exatamente do que se trata.</p>
<p>Muito embora os dois lados pudessem ganhar caso passassem a se reconhecer mais seriamente.</p>
<ul>
<li><a href="http://queroterumblog.com/2007/08/02/5-coisas-que-blogueiros-ensinam-aos-jornalistas/">5 coisas que blogueiros ensinam a jornalistas</a></li>
<li><a href="http://queroterumblog.com/2007/08/12/5-coisas-que-jornalistas-ensinam-a-blogueiros/">5 coisas que jornalistas ensinam a blogueiros</a></li>
</ul>
<p>Cada vez que falo sobre blogs a um jornalista mais ou menos próximo do meu convívio, vejo uma expressão de curiosidade em seu rosto acompanhada de um ouvido atento. Explico sobre como os leitores estão se interessando mais e mais por informações e opiniões mais pessoais, mais próximas de sua realidade, aqui e no mundo, e eles ficam sinceramente tocados pelas novas possibilidades.</p>
<p>Alguns deles irão se tornar novos editores de blogs e outros não.</p>
<p>Mas, definitivamente, eles não ficam irritados ou ressentidos. Nem mesmo se sentem moralmente desafiados pelos blogs. Também não acham que blogs sejam uma ameaça a sua profissão.</p>
<p>Os cavalheiros ainda não foram devidamente apresentados e já estão pegando em armas para um duelo ao amanhecer.</p>
<p>Mundos que não se conhecem não entram em conflito. Ainda que exista um conflito, ele é ilusório. Tipo: temer por desconhecer.</p>
<p>Mas não é bem isso.</p>
<p>Na verdade, o que existe entre jornalistas e blogueiros é quase como uma relação de pai e filho adolescente.</p>
<p>A comparação não é exata, mas é um pouco engraçada:</p>
<p>- Você não me entende, você não sabe quem eu sou, você não sabe o que eu faço, você não me empresta o carro e você não me dá links &#8211; diz o filho.</p>
<p>- Primeiro se forme na faculdade &#8211; diz o pai &#8211; e depois a gente conversa.</p>
<p>E isso é um fato.</p>
<p>As únicas vezes em que os editores de blogs ficaram ouriçados com a imprensa foi quando se sentiram menosprezados ou tratados de forma menor. Por outro lado, o suposto menosprezo vem &#8211; grosso modo &#8211; do fato de os blogueiros não terem um sustentamento, digamos, mais oficial.</p>
<p>Todo mundo sabe que um blogueiros não se forma na faculdade.</p>
<p>Não para poder escrever em seus blogs, pelo menos. Isso nunca será necessário e tampouco o leitor exigirá isso dele se confiar em suas palavras e gostar do que lê. (<strong>Atualização</strong>: e, hoje, o diploma não é necessário nem para exercer o jornalismo)</p>
<p>Isso se obtém com a confiança conquistada em experiências anteriores. Isso se constrói de maneira mais árdua do que em quatro anos de faculdade.</p>
<p>Mas os jornalistas já sabem disso. Pois o caminho entre uma idéia na reunião de pauta e a matéria publicada &#8211; no papel ou levada ao ar &#8211; é muitas vezes estafante. É esse suor que vem conquistando a confiança de seus leitores nas últimas décadas. <strong>E não um diploma. </strong>(<strong>Detalhe: </strong>escrevi este texto antes da extinção da necessidade do diploma para exercício do jornalismo)</p>
<p>Mas antes de pegar o carro, mesmo sem o canudo, os blogueiros terão de mostrar a que vieram. E não digo que seja necessário dar informações inéditas antes que os portais e jornalões &#8211; os famosos furos -, ou fazer jornalismo investigativo. Basta ser <strong>realmente</strong> útil e interessante ao público leitor, de modo ético e eficiente.</p>
<p>E, quando isso acontecer de modo expressivo, os jornalistas precisarão conhecer melhor os blogs.</p>
<p>Uma hora ou outra, os blogueiros deixarão de ser esses adolescentes, vão crescer e serão eles quem estarão nas ruas com seus próprios veículos.</p></blockquote>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/o-conflito-entre-nova-midia-e-velha-midia-non-ecziste/">O conflito entre nova mídia e velha mídia non ecziste</a></p>
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		<title>Twitter, processo, Xuxa: desdobramentos de uma notícia falsa</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 14:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[notícia falsa]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[xuxa]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, no Twitturly, um dos muitos serviços que medem o número de vezes que uma URL é propagada no Twitter, foi tomado completamente pela notícia de que Xuxa iria processar o Twitter. O que como você e eu sabemos, até o momento, é falso. Tirei um print da página do Twitturly para registrar A nova [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/twitter-processo-xuxa/">Twitter, processo, Xuxa: desdobramentos de uma notícia falsa</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, no Twitturly, um dos muitos serviços que medem o número de vezes que uma URL é propagada no Twitter, foi tomado completamente pela notícia de que Xuxa iria processar o Twitter. O que como você e eu sabemos, até o momento, é falso.</p>
<ul>
<li><a href="http://twitpic.com/fkgo7/full">Tirei um print da página do Twitturly para registrar</a></li>
</ul>
<p>A nova onda de propagação da notícia iniciou-se ainda ontem quando um usuário do twitter, um tanto ingênuo mas com alguma influência percebeu que, agora, um suposto portal com suposta credibilidade havia publicado a matéria (<a href="http://queroterumblog.com/como-publicar-uma-noticia-falsa-sobre-o-processo-de-xuxa-ao-twitter/">um dos que listei no artigo de ontem</a>):</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/ingênuo2.JPG"><img class="size-full wp-image-1001 aligncenter" title="ingênuo" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/ingênuo2.JPG" alt="ingênuo" width="339" height="136" /></a></p>
<p>Claro que, como a absoluta totalidade de todos os que replicaram a matéria (agora &#8220;oficial&#8221; e sem um &#8220;aviso de que não se tratava de coisa séria&#8221;, a exemplo do blog), esse usuário ingênuo mas com alguma influência não tomou o cuidado de verificar que se tratava da reprodução <em>ipsis literis</em> do blog que a produziu.</p>
<p>Bem como não verificou que a fonte da matéria era apresentada como a GloboNews, sem checar se a tal matéria existia mesmo nas páginas da Globo. Não, não existe nem sombra dela por lá.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal21.JPG"><img class="size-full wp-image-990 aligncenter" title="portal2" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal21.JPG" alt="portal2" width="500" height="322" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Clique na imagem para ver em tamanho maior.</em></p>
<p><strong>Detalhe importante: acontece que, hoje, o link para a página do portal da imagem acima (</strong>meionorte.com/noticias,xuxa-processa-e-quer-acabar-com-twitter,80751.html)<strong> está fazendo um apontamento automático para o blog de origem da notícia falsa.</strong></p>
<p>O fato é que, se em algum momento a notícia se propagou com ainda mais força, foi graças a ter aparecido em um veículo supostamente <em>oficial</em>, onde não havia qualquer advertência de que se tratava de uma ficção.</p>
<p>Pergunto novamente aos leitores: de que maneira isso pode ter acontecido?</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/twitter-processo-xuxa/">Twitter, processo, Xuxa: desdobramentos de uma notícia falsa</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Como publicar uma notícia falsa sobre o processo de Xuxa ao Twitter</title>
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		<comments>http://queroterumblog.com/como-publicar-uma-noticia-falsa-sobre-o-processo-de-xuxa-ao-twitter/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[xuxa]]></category>

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		<description><![CDATA[Basta não checar as informações antes de propagá-las. Sem checagem, pode-se passar adiante uma informação falsa. Coisa que pessoas, cheias de boa fé, fizeram o dia inteiro no Twitter. Como as novas comunicações funcionam por proximidade social, como confiamos nas pessoas que estão próximas a nós e como, ao mesmo tempo, os fatos tem a [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/como-publicar-uma-noticia-falsa-sobre-o-processo-de-xuxa-ao-twitter/">Como publicar uma notícia falsa sobre o processo de Xuxa ao Twitter</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Basta não checar as informações antes de propagá-las. Sem checagem, pode-se passar adiante uma informação falsa. Coisa que <a href="http://search.twitter.com/search?q=xuxa+processa">pessoas, cheias de boa fé, fizeram o dia inteiro no Twitter</a>.</p>
<p>Como as novas comunicações funcionam por proximidade social, como confiamos nas pessoas que estão próximas a nós e como, ao mesmo tempo, os fatos tem a importância diluída pela distância com que ocorrem de nós, o ciclo de propagação se mantém. O emissor está próximo, o fato distante, num misto de importância e desimportância que a tudo banaliza.</p>
<p>A boa fé, no entanto, não dispensa ninguém de checar informações ou ao menos ler um texto completo antes de passá-lo adiante, sobretudo neste instante em que o leitor faz o papel de divulgador. Você e eu passamos a ser responsáveis também.</p>
<p>Para piorar, os seguintes jornais online publicaram hoje notícias falsas sobre um suposto processo de Xuxa ao Twitter.</p>
<ul>
<li>Meio Norte (<strong>atualização</strong>: o link original agora tem um apontamento automático para a página do blog que publicou a notícia falsa primeiro)</li>
<li><a rel="nofollow" href="http://180graus.brasilportais.com.br/gente/polemica-xuxa-processa-e-fala-que-vai-acabar-com-o-twitter-236919.html#">TV Canal 13</a></li>
<li><a rel="nofollow" href="http://www.tvcanal13.com.br/noticias/xuxa-processa-e-fala-que-vai-acabar-com-o-twitter-73174.asp">180 Graus</a></li>
</ul>
<p>Aparentemente, todos são de Teresina, no Piauí.</p>
<p>Seguem os prints:</p>
<p><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal2.JPG"><img class="alignnone size-full wp-image-974" title="portal2" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal2.JPG" alt="portal2" width="469" height="302" /></a></p>
<p><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal3.JPG"><img class="alignnone size-full wp-image-975" title="portal3" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal3.JPG" alt="portal3" width="463" height="249" /></a></p>
<p><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal1.JPG"><img class="alignnone size-full wp-image-973" title="portal1" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/portal1.JPG" alt="portal1" width="472" height="217" /></a></p>
<p>O mais notável é que, apesar de a notícia ter sido copiada quase que integralmente de um blog, que provavelmente a inventou (nesse caso sim com má fé), o primeiro portal engoliu a história com farinha e ainda colocou créditos para a GloboNews, no que foi imitado pelos outros sites.</p>
<p>O detalhe é que, a partir do momento em que uma notícia falsa é replicada por jornais supostamente sérios ela passa a ter um maior grau de credibilidade, independentemente de sua falsidade.</p>
<p>Notei que o blog onde se originou o problema toma o cuidado de colocar a seguinte informação no rodapé de suas ficções, a exemplo de outros posts seus.</p>
<p><a href="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/responsabilidade.JPG"><img class="alignnone size-full wp-image-976" title="responsabilidade" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2009/08/responsabilidade.JPG" alt="responsabilidade" width="500" height="203" /></a></p>
<p>E, então, leitor: tal aviso exime o editor desse blog da responsabilidade sobre qualquer interpretação errada e qualquer consequência que o artigo possa vir a ter? O que você acha?</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/como-publicar-uma-noticia-falsa-sobre-o-processo-de-xuxa-ao-twitter/">Como publicar uma notícia falsa sobre o processo de Xuxa ao Twitter</a></p>
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		<item>
		<title>Que as asas da liberdade jamais percam suas penas*</title>
		<link>http://queroterumblog.com/que-as-asas-da-liberdade-jamais-percam-suas-penas/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 14:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética para blogs]]></category>
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		<category><![CDATA[remuneração]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, numa mesa redonda sobre remuneração e capitalização de blogs perguntaram a mim e aos outros participantes o que achávamos de posts patrocinados. Muito tem se falado sobre o que os blogs devem publicar e como devem publicar. Pouco tem se falado sobre o que os blogs podem publicar e como podem publicar. Falar de [...]<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/que-as-asas-da-liberdade-jamais-percam-suas-penas/">Que as asas da liberdade jamais percam suas penas*</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, numa mesa redonda sobre remuneração e capitalização de blogs perguntaram a mim e aos outros participantes o que achávamos de posts patrocinados.</p>
<p>Muito tem se falado sobre o que os blogs devem publicar e como devem publicar.</p>
<p>Pouco tem se falado sobre o que os blogs <strong>podem</strong> publicar e como <strong>podem</strong> publicar.</p>
<p>Falar de ética sem falar de liberdade é algo que me cansa. Aliás, deveria cansar qualquer um. Mas pelo visto há uma certa preferência sadomasoquista em se falar de um tema sem que ele seja amalgamado pelo outro.</p>
<p>Existe <a href="http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_2074.html">um livro do filósofo Fernando Savater chamado Ética Para Meu Filho</a>. É um livro que todos deveriam &#8211; ou poderiam &#8211; ler. Por tratar de um tema tão complexo quanto Ética de maneira simples sem, no entanto, menosprezar o leitor.</p>
<p>Não é um &#8220;Ética Para Leigos&#8221; ou coisa assim. Afinal, Ética é uma coisa tão inabarcável por definição que chega a ser contraditório fazer um manual para ela. Uma Ética, uma verdadeira Ética, não tem regras fechadas.</p>
<p>O fato é que uma palavra muito presente nesse livro de Savater é liberdade.</p>
<p>Para começar a explicar a seu filho do que se trata a ÿtica, Savater usa um exemplo marcante. Se você assistiu Tróia ou leu A Ilíada sabe que a certa altura Aquiles vai até os muros da cidade sitiada buscar sua vingança contra o nobre Heitor, que matou o homem que o herói amava.</p>
<p>Uma formiga, quando um inimigo, um besouro por exemplo, invade o formigueiro, precisa enfrentá-lo. Não porque ela goste do formigueiro, não porque ela deteste o besouro. Não porque é nobre. Acima de tudo, não porque ela escolheu. Mas porque está na natureza dela.</p>
<p>Ela não tem escolha.</p>
<p>Heitor, ao ver o invencível Aquiles nos portões de sua cidade, tinha. Poderia ter fugido, ter ficado junto aos seus, se escondido. Mas escolheu o enfrentamento independentemente dos resultados. Mas aceitando qualquer um dos resultados possíveis.</p>
<p>A formiga e Heitor tiveram ações similares. Mas apenas a de Heitor teve um teor ético, isto é, apenas a dele pode ser julgada eticamente. Pois ele exerceu a liberdade de escolher. E, depois dela, efetivou a escolha propriamente dita. E, depois ainda, sofreu as consequências e, se tivesse permanecido vivo, teria assumido as responsabilidades por essas consequências.</p>
<p>Os humanos estão envoltos por um círculo cujos pontos principais são esses. Liberdade, escolhas, conseqüências, responsabilidades, que nos levam de volta à liberdade.</p>
<p>Note que nem uma coisa e nem outra vem primeiro: uma pessoa já nasce com todas essas coisas. Mas quem coloca a liberdade em primeiro lugar pode se tornar um libertino. Quem prioriza as responsabilidades (em geral a dos outros), pode se tornar um ditador ou um escravo. E extirpar qualquer um desses atributos é desumanizar ou matar. Como quem arranca um fígado ou um coração.</p>
<p>Assim, um blog &#8211; um blog sobretudo -, como manifestação mais &#8211; ou menos &#8211; individual e humana deve ser também uma manifestação dessa liberdade e dessa responsabilidade.</p>
<p>Dizer como um blog deve ser ou como não deve ser é retirar um de seus atributos éticos, um de seus atributos humanos, transformando o tal círculo em uma linha torta e incompleta.</p>
<p>É menosprezar a capacidade de um editor de um blog escolher e defender o que julga certo ou errado, seja o modo como escreve, seja sobre o que escreve ou como escolhe remunerar o que escreve. É menosprezar também a capacidade de o leitor escolher o que deve ler, o que não deve ler. Estima a capacidade crítica de ambos em níveis igual a zero.</p>
<p>Acima de tudo, algo assim iguala as atitudes mais éticas às menos éticas. Tudo passa a ter o mesmo valor. Quando tudo é igualado por regras externas ao homem, limitando suas escolhas, ele &#8211; no caso, o editor de blogs &#8211; deixa de ser Heitor &#8211; o herói grego &#8211; e passa a ser a formiga.</p>
<p>Aquele inseto minúsculo.</p>
<p>Heitor deve ter esmagado algumas enquanto, corajosamente, caminhava em direção ao destino que escolheu.</p>
<p>* Creio que a frase do título é uma fala do filme Os Aventureiros do Bairro Proibido, de 1986. Corrijam-me aqueles mais versados em cultura pop.</p>
<p><br/><br/><a href="http://queroterumblog.com/que-as-asas-da-liberdade-jamais-percam-suas-penas/">Que as asas da liberdade jamais percam suas penas*</a></p>
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