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O que são blogs em três minutos

Encontrei este vídeo no blog do Fabiano Caruso:

Gostei, pois vai direto ao ponto e dá uma definição simples mas não simplista do que é um blog.

Existe muita discussão infrutífera sobre se um editor de blog pode ser um jornalista ou não e vice-versa.

No vídeo, você vai perceber que mesmo quando você informa um amigo sobre a topada que você deu e que machucou o dedão do seu pé, sob certo ponto de vista você está assumindo a posição de um jornalista: espalhando determinada informação.

A diferença é que, antes, você não tinha os meios de chegar até aquelas pessoas que eventualmente se interessassem pelo dedão do seu pé: com um blog você tem, de forma barata, a abrangência geográfica, que antes só se obtinha pelas redes de tevê - acessíveis a poucos - ou por uma boa distribuição.

Além da disponibilidade para aqueles que procuram o que você oferece, através dos mecanismos de busca. Que também são grátis.

Tudo depende de quem se interessa pelo que você produz, seja sobre o dedão do seu pé, basquete, carros, blogs, finanças, política ou o que você preferir.

Como você não tem um diploma, não pode trabalhar em uma redação.

Mas isso não o impede de ter um blog e espalhar as notícias que preferir, não importa o tamanho de seu mundo e a quantidade de coisas que nele existem.

Agora, não é mais o diploma que vai auferir credibilidade e autoridade ao que você propaga. Mas a sua audiência, independente do tamanho dela.

Mas já não era assim?

Coisas que aprendi com meus blogs que funcionam pra quase tudo

O Sérgio Grigoleto, do Trivial, convida-me a responder o que aprendi com o meu blog.

Com meus quatro blogs aprendi a:

  1. Fazer coisas que me divertem: nem sempre é possível seguir essa regra, mas quanto mais você se aproximar disso, não importa a área em que você trabalhe ou quanto você ganhe, mais próximo você está de ser alguém realizado. Assim, só escrevo nos meus blogs sobre coisas que considero divertidas. Gabriel Garcia Márquez diz: “Se foi chato escrever, será chato ler”.
  2. Ter disciplina no lazer: até para fazer as coisas que você considera divertidas é necessário disciplina. Você notou como normalmente as pessoas associam disciplina a coisas chatas e vão deixando as coisas prazerosas de lado? Se eu me divirto escrevendo meus blogs, por que os abandonaria? Um amigo meu dizia: “Se há uma coisa que eu levo a sério é minha diversão”.
  3. Ser constante e ter um ritmo: quem pratica esportes sabe disso. Mais valem 10 minutos de exercícios diários bem feitos do que 1h30 de prática extenuante um dia por semana. É mais fácil fazer pouco várias vezes do que tentar fazer muito de uma vez só. O mesmo vale para um blog. Para mim o que melhor funciona é escrever um post por dia, mas escrevê-lo bem.
  4. Manter o foco: o momento em que você está prestes a descobrir algo novo e interessante é o mesmo momento em que alguma outra coisa está pronta a chamar sua atenção e a dispersar sua energia. E, pronto, a sua descoberta ou a sua oportunidade foi perdida. Há um ditado indiano que diz: “A dispersão leva à ignorância. A concentração ao conhecimento”. Alguma coisa assim. Mas, vamos e venhamos, está certo.
  5. Entender que a chegada não é importante: chegar não é o mais importante, pois sempre haverá um novo objetivo a ser atingido, depois do que o antecedeu. Portanto, o importante não é o destino, mas a viagem. Se você ficar olhando demais para a chegada - lá longe -, vai perder a paisagem, não vai aprender e aproveitar nada. E vai se esquecer do item 1. Lembra daquela história de se divertir? Talvez você não chegue, pois então a viagem ficou bem chata, você desceu no meio do percurso e pegou o outro ônibus. E lá se vai o item 4.
  6. Não desistir: o momento da desistência é o que faz de uma mesma pessoa alguém que atingiu um objetivo - seja lá qual for - ou alguém que não o atingiu. Quando você estiver prestes a desistir - de qualquer coisa -, pense que vale a pena tentar se divertir mais um pouquinho. E, se você nunca esteve se divertindo, o que você está fazendo aí ainda? Não devia nem ter começado!

Convido outros editores a listarem as coisas que aprenderam com seus blogs. Se houver algum, terei o prazer de linkar os três que primeiro me notificarem.

Tenha um domínio próprio para seu blog antes que seja tarde demais

Conheço excelentes blogs que usam a bandeira blogspot.com ou wordpress.com.

Mas tenho certeza que seus editores, quanto mais adentram no blog profissionalmente, mais enfrentam o dilema de transferir seu conteúdo para um domínio próprio.

E, quanto mais o tempo passa, mais o dilema aumenta, pois aumenta também a sedimentação do conteúdo e do endereço nos indexadores e na mente dos leitores.

Os links ganham mais importância na medida em que envelhecem, como o vinho.

E, enquanto a decisão é adiada, mais laços a serem quebrados - no caso de se optar por um novo endereço - vão surgindo.

Fica mais difícil a cada dia.

O Lucrando na Rede falou sobre três motivos para se ter uma hospedagem paga. Basicamente:

  • A diferença entre encarar seu site como um diário virtual e um site profissional.
  • A possibilidade de ir além do que já existe pronto.
  • O baixo custo destas duas vantagens.

A Nospheratt, do Blogando por Dinheiro, é a pessoa certa para ensinar você a profissionalizar o seu blog do Blogger, caso você assim queira. E ela mostra que isso não só é possível como pode ser vantajoso.

Mas, caso você ainda esteja decidindo, eu posso listar alguns motivos para você começar desde já com um endereço próprio.

O tempo come você pelos pés

Como eu expliquei acima.

Muita gente começa um blog pensando: “Se a coisa valer a pena, eu mudo”. Digamos que você descubra que blogar, além de divertido, pode se tornar uma renda extra.

Quem sabe ser a sua fonte exclusiva de renda?

Não sei. Isso só o futuro dirá.

E, se a coisa vai valer a pena, é o início do dilema. Mudar agora ou depois? Agora ou depois?

Evite-o. Faça seu blog desde o início com um domínio e uma hospedagem próprios. É um investimento pequeno para evitar uma preocupação - cara - no futuro.

Identidade. Não a de Bourne. A sua, cara-pálida!

Eu tenho um blog chamado Alessandro Martins - Livros e Afins. É, eu sei, rima. Mas não é essa a questão.

Imagine a diferença de apresentar meus serviços como especialista em livros em um cartão de visita em que se lê alessandromartins.blogspot.com e AlessandroMartins.com.

Não importa o nome de seu site. A terminação .com ou .com.br ainda dá a autoridade e o tom de seriedade com que você encara o seu trabalho.

Flexibilidade

Em um site seu, você pode basicamente fazer o que quiser. Desde deixá-lo em branco ou usar todas as idéias geniais que já estão fervilhando em sua cabeça.

Enquanto isso, você pode variar a maneira como o seu blog aparece aos leitores - o layout - no blogger, mas certamente há limitações. Algumas mais superáveis, outras menos.

Instalando-se em um domínio próprio, no entanto, não existe nenhuma dificuldade. Tudo é limitado apenas pelo que você está disposto a aprender e executar. E, acredite, não é difícil.

Por outro lado, alguns dos temas da hospedagem gratuita do WordPress.com são lindos e de aparência profissional, mas você nem pode tocar neles e personalizá-los sem uma conta paga.

Ora, se é para pagar, pague um domínio próprio.

Além disso, as contas gratuitas do WordPress limitam algumas das possibilidades de arrecadação hoje disponíveis.

Independência! Diga ao povo que blogo!

Quando você tem um domínio e uma hospedagem próprios você não deve satisfação a ninguém. A não ser a si mesmo.

Claro que você tem responsabilidades legais e éticas, mas não vai ter de se preocupar em ter sua conta suspensa de uma hora para outra sem aviso prévio ou por um motivo que você considere injusto.

Quando você tem uma conta gratuita no Blogger ou no WordPress.com, isso é uma concordância tácita com os termos propostos por esses serviços. É um contrato.

Nada errado com isso.

Mas se um dia você tiver vontade de descumprir os tais termos vai ter que encarar as conseqüências sem reclamar. Afinal, você já tinha concordado com eles.

É barato.

Isso já foi dito, mas nunca é demais repetir. O custo para ter tudo isso é baixo. E, caso você não goste, pode cancelar a qualquer instante.

Já o comprometimento com um endereço - pago ou não - é mais difícil de ser cancelado dia após dia na mesma proporção em que você o encara seriamente.

Você, jornalista, também vai ter um blog; saiba por quê

Eu sou jornalista e tenho quatro blogs.

E conheço outros jornalistas que têm.

Durante um ano editando o meu blog sobre livros, aprendi várias coisas e posso dizer que os blogs ainda nem chegaram perto do potencial que verdadeiramente têm.

Duas das coisas que considero mais interessantes a respeito dos blogs são a possibilidade de compartilhar informações em grande velocidade e abrangência geográfica e o fato de qualquer pessoa poder ter um blog.

Este segundo aspecto é importante:

  • Por um lado, você não precisa ter um diploma para ser um blogueiro. Para ser jornalista, sim.
  • Por outro, não há como pendurar um diploma em um blog. E, se conseguir, ninguém vai dar muita bola para ele.

A autoridade de um blog - e por conseqüência a de seu editor - não se constrói sobre um documento, mas sobre o próprio blog.

Ora, funciona assim para os jornalistas também. Na prática, ninguém dá muita bola se o seu diploma estiver dependurado de ponta-cabeça caso você faça um trabalho bem feito.

A reputação de um profissional da imprensa também se constrói ao longo de matérias e reportagens bem apuradas, escritas e editadas, no dia-a-dia.

Mas, enfim, antes você precisa de um diploma.

E de um jornal em que trabalhar. Ou uma tevê. Ou uma rádio. Ou um portal. E, então, submeter-se aos caprichos dessas empresas sejam eles quais forem. A sua reputação e sua autoridade estão obrigatoriamente submetidas a outros interesses que podem ou não coincidir com os seus.

E, aqui, voltamos ao blog. E a outro aspecto que considero interessante a seu respeito, dentre os muitos motivos para você ter um blog.

No blog, o chefe, o repórter, o editor é você. E você é quem trava contato direto com o seu leitor.

A sua audiência deixa de ser aquele ser abstrato chamado “o leitor” e passa a ser mais concreta nesse ambiente virtual, chamado internet, que no ambiente real, chamado papel ou tevê ou rádio.

“O leitor” passa a ser “os leitores” e eles conversam com você através da caixa de comentários. Dão dicas, passam informações, reclamam e elogiam. E o negócio é com você.

Do ponto de vista de contato pessoal, os blogs são quentes. Os meios de comunicação são frios. Um jornal, por mais humano que seja seu enfoque, sempre será aquela pessoa jurídica, quase uma entidade mítica a flutuar sobre o universo das informações, intocável pelos mortais.

Já o blog é, pelo menos em parte, a pessoa física que o edita. Você pode apertar a mão de um blogueiro.

Mas você não pode fazer o mesmo com a entidade que é um jornal: a soma de seus jornalistas, proprietários, anunciantes e outros interessados nele, econômica, política e filosoficamente.

Não digo que isso seja ruim. É apenas diferente.

Afinal, de quem é a responsabilidade sobre uma informação em um jornal ou outro meio de comunicação habitual? Ela se dilui entre suas várias partes geradoras. Em um blog, ela se concentra. É um meio de comunicação para pessoas corajosas, em que o anonimato não tem cabimento.

Por essas e outras razões, eu - Alessandro Martins, jornalista, brasileiro - tenho colocado minhas fichas nessas quatro letras: blog.

Aposte você também.

11 motivos para você ter um blog de uma vez por todas

Blogs são diários virtuais em que adolescentes contam como foi o dia, certo?

Errado.

Blogs podem ser isso.

Porém, faz tempo que muitas pessoas ao redor do mundo descobriram essa simples e poderosa ferramenta de comunicação.

Fáceis de usar - você publica seus textos com simplicidade - e com grande potencial de abrangência geográfica - você pode ter leitores do outro lado do mundo - , os blogs já são uma realidade importante.

pessoas ganhando muito dinheiro escrevendo em seus blogs. No Brasil, isso ainda está começando, mas o mercado apresenta muito potencial, sobretudo para aqueles que chegarem primeiro.

Acima de tudo, o público começa a descobrir como os blogs podem ser um meio de expressão, de participar ativamente do mundo, entrar em contato com outras pessoas e dividir o seu potencial com o restante da humanidade.

As demais coisas vêm como conseqüência.

1. Blogs são fáceis

Mesmo quando eu tinha um site comum, o Cracatoa Simplesmente Sumiu (está bem, ele não era tão comum assim), eu e minha equipe usávamos as mesmas ferramentas utilizadas em blogs para atualizá-lo. Pois blogs são fáceis de ler e fáceis de escrever, fáceis de editar e fáceis de publicar.

2. Blogs são facilitadores sociais

Jamais conheci tantas pessoas online quanto no último ano em que venho editando meus três - agora quatro - blogs. Você pode dizer que amizades virtuais não são o mesmo que amizades reais. Eu digo que amizades são amizades. As reais são mais concretas, mas as virtuais são um bom começo.

3.Blogs são desafiadores

A cada dia me vejo desafiado a levar alguma coisa que, imagino, será útil, importante ou divertida para os meus leitores. Se você gosta de um desafio e gostaria de colocar um tempero a mais em sua vida, um blog é um prato cheio até as bordas.

4. Um blog pode fazer você se sentir um pop star

Calma! Os paparazzi não vão fazer plantão na sua janela. Ainda não. Mas ao expressar suas opiniões e ao congregar um público leitor, você de repente passa a ter uma audiência e a preencher aquele seu lado que sempre quis a fama na medida certa. Nem mais, nem menos.

5. Um blog pode fazer você ganhar dinheiro

As possibilidades de se ganhar dinheiro com blogs no Brasil ainda estão abertas e em potencial, diferente dos países de língua inglesa, onde isso já é mais comum. Com o desenvolvimento da internet em nosso País nos próximos anos, você tem um mercado em potencial para explorar e todas as vantagens de ser um pioneiro no ramo.

6. Um blog pode ser um cartão de visitas

Digamos que você seja um especialista em algum assunto. Um engenheiro, por exemplo. Você pode ter um blog com um domínio www.seunome.com - em que escreverá artigos sobre engenharia, mostrando toda a sua competência e criatividade - e usá-lo em seu cartão de visitas. E, sim, o blog ao ser visitado pode abrir muitas possibilidades profissionais. Imagine as possibilidades no caso de engenheiros, publicitários, jornalistas, médicos e outros profissionais. Um blog pode abrir oportunidades de negócios, emprego e muito mais.

7. Você pode se sentir (e ser) um articulista respeitado

Aconteceu mais um escândalo na política nacional? Diga o que ninguém disse ainda e construa uma reputação formada por opiniões íntegras e livres das influências de patrocinadores e grupos políticos. Por menor que seja o seu público no início, você vai ser ouvido e formar opiniões com efetividade. Algumas pessoas vão esperar para ver o que você tem a dizer sobre determinado assunto. Além disso, você poderá se expressar com liberdade, respeitando tão somente seus próprios valores éticos, responsabilizando-se corajosamente pelas conseqüências que isso possa ter sobre você ou sobre os outros.

8. Um blog não tem chefe. O chefe é você

Mesmo que você não encare o seu blog profissionalmente, isto é, publique apenas por diversão, não há nada melhor que saber que você está fazendo algo não porque alguém pediu ou mandou, mas porque você quer. Os blogs são uma expressão de independência e boa vontade e você pode ter isso facilmente.

9. Blogs são uma espécie de comunidade: as pessoas se ajudam

Lembro, quando eu era criança, de como se falava em rádio-amadores e como eles se ajudavam entre si, comunicando-se ao redor do mundo, e também como eram unidos. O equipamento era caro, no entanto. Hoje é possível ter esse mesmo sentimento de irmandade com os blogs de uma maneira mais barata e acessível.

O que um editor de blog não sabe, outros sabem e compartilham esse conhecimento. Existem diversos blogs que podem ajudar você a melhorar o seu próprio blog, não só do ponto de vista técnico como também editorial - que é a principal proposta deste site.

10. Um blog pode fazer você descobrir novos talentos

Quando você começa a blogar, você descobre que tem todas as informações de que precisa na própria internet. Aos poucos aprende um tanto de programação - PHP, CSS, HTML e outras coisas (tudo bem, eu também não sabia o que elas eram até bem pouco tempo atrás) -, um pouco de design, um pouco de marketing, um pouco de literatura e, quando percebe, descobre talentos que nem imaginava que tinha.

11. Um blog pode ser um diário

Sim. Por que não?