Todos os menores gestos, palavras e pensamentos geram karma. E um dos menores gestos do universo dos blogs – e talvez, por isso, um dos mais subvalorizados – é o comentário.
Lembre-se: nesta série de artigos, uso o conceito de karma como uma lei natural e mecânica; quase como a lei da gravidade. Entenda isso melhor nos seguintes textos:
- Karma aplicado a blogs
- Karma aplicado a blogs: os artigos que você escreve são como flechas
- Os 10 mandamentos para comentar em blogs
Cada palavra e conjuntos de palavras podem ser a causa de conseqüências mais ou menos sérias, positivas ou negativas.
O objetivo deste artigo é começar a ensinar como você pode manobrar os comentários que faz nos blogs alheios e os que recebe a fim de que as consequências deles advindas sejam mais positivas e menos negativas.
A única forma de não gerar karma
Você já deve ter pensado: bem, se eu não me mover e não falar, não vou gerar karma. Se não escrever artigos para meu blog ou comentários no blog dos outros, também não gerarei karma.
Você quer atuar em maior ou menor grau na rede de que faz parte.
É. Mas se você tem um blog, prefiro crer que esse não é o seu objetivo. Você quer atuar em maior ou menor grau na rede de que faz parte.
Além disso, só o fato de você ocupar espaço já é um fator gerador de karma, afinal, a conseqüência de você ocupar espaço é que o ar a sua volta precisou se deslocar para ceder lugar a você.
Cito o livro Tratado de Yôga, de DeRose, estudioso do tema cujos textos decidi usar por serem técnicos, pé-no-chão e aplicáveis ao dia-a-dia prático dos editores de blog:
A única maneira de não gerar karma é (…) uma total identificação com o Absoluto; e o Absoluto não contrai karma. Até então, respirou, gerou karma. A grande equação é gerar somente o que consideramos “karma positivo”, aquele que produz resultados que nos agradem.
Resumindo: comentou, gerou karma.
Você precisa aprender a gerar um “karma positivo”.
Ninguém quer fazer mal a si mesmo. Você quer?
Não acredito que alguém – editor ou leitor – faça um comentário no blog de outro editor a fim de causar más conseqüências sobre si mesmo.
A não ser, é claro, que se trate de um masoquista.
- Leia também: Comentarista bom atrai comentarista bom.
Mesmo os comentários mais agressivos – como algumas pessoas estão acostumadas a receber em seus blogs – têm o objetivo de causar o eventual mal a quem o recebe, não a quem o perpetrou.
Na prática, quem comete esse tipo de comentário pode sim se auto-prejudicar. A questão é que, no momento de fazê-lo, não teve essa intenção, a de se prejudicar.
Tinha sim a intenção de satisfazer uma necessidade mais imediata que as possíveis conseqüências posteriores. E que – por diversas razões – não foi capaz de prever.
O segredo, então, é aprender a prever as possíveis conseqüências que seus comentários têm sobre os outros editores de blog e sobre você mesmo. Conseqüências pessoais, sociais e até jurídicas.
Mas isto terá que ficar para o próximo artigo, pois este já se alonga.
Mas… antes de terminar…
Depois de chegar até aqui, você deve estar pensando que vou propor a você que se acovarde, que se cale diante de algum texto com o qual não concorda.
Errado.
Você pode e deve se manifestar. É para isso que a caixa de comentários existe nos blogs. É uma das características que fazem os blogs ser o que são.
O objetivo deste artigo é começar a mostrar as melhores e mais proveitosas maneiras de se fazer isso.
E mostrar até mesmo quando sequer vale a pena comentar.

7 comentários ↓
[...] Comentários [...]
[...] O próximo artigo é Karma aplicado a blogs: comentários, maquinazinhas de gerar karma. [...]
[...] final do último artigo sobre o tema – Comentários, Maquinazinhas de Gerar Karma -, deixei claro que a intenção desta parte da série, dedicada a comentários, não é acovardar [...]
muito bom o post
Muito bom este post!
Poucos param para pensar nisso, e na verdade, quem tem blog está constantemente lidando com estas ferramentas.
Tomara que este meu comentário gere um karma positivo, hahaha.
Abraços.
Anahí
Hahahahahha muito bom o post
Estou de acordo com tudo que está exposto no a postagem.
Deixe um comentário