Dicas de 1.11.2008 a 16.11.2008

Livros e afins agora atende em novo endereço: livroseafins.com

O meu blog de maior público, o Livros e Afins, acaba de mudar de endereço.

Quando o criei ainda não sabia muito bem a sua vocação. Escrevia sobre qualquer coisa que me chamasse a atenção.

Aos poucos, notei que, antes de buscar referências na blogosfera, acaba indo para as páginas dos livros e buscando beber na fonte de autores que, em geral, já tivessem mais experiência com as letras que nós, dos blogs.

E, mais e mais, ele foi se tornando um blog sobre livros. O primeiro passo que tomei na busca dessa identidade foi mudar o subtítulo do blog. Ele continuou se chamando Alessandro Martins, mas as letras miúdas passaram a ser Livros e Afins. Depois o Livros e Afins tomou conta do título e meu nome ficou só na URL.

O passo seguinte foi esse. Não sem ter um pouco mais de trabalho e correr alguns riscos, visto que mudar de URL, envolve links, feeds, indexações e coisas do gênero.

Mas, ao que parece, está correndo tudo como planejado.

Portanto, não se preocupe em atualizar links antigos, caso os tenha, ou reassinar feeds, caso os acompanhe, pois tudo foi previsto. Ou quase tudo.

Voltemos à programação normal.

Para acadêmica, mulheres ainda estão no tempo do blog “diário”

Nada contra o blog encarado como diário intimista.

Todas as formas de blogagem são bem-vindas e possíveis.

Mas ao generalizar, dizendo que as mulheres só produzem blogs nesse formato, a estudante Luiza Lobo demonstra - mais uma vez - que a academia está sempre um passo atrás da vida real.

A vida é feita de fatos e contra fatos não há argumentos, já dizia aquele comercial de tevê.

E os fatos:

Centenas.

Como “eles” usam o seu próprio medo contra você

Eu apóio a Defesa da Liberdade e do Progresso na Internet Brasileira. Eu apóio a manifestação que acontecerá hoje em São Paulo e no Rio de Janeiro.

E eu quase me divirto quando vejo alguém ou me vejo usando o indefinido “eles” para me referir a alguma força supostamente misteriosa que interfere em sua própria vida.

- “Eles” querem que a gente pague mais imposto.

- “Eles” não estão nem aí para “nós”

- “Eles” não querem que a gente use a internet.

Em geral o “eles” é algo bem definido - uma empresa, o governo, uma autoridade - que age sobre outro objeto bem definido - eu, você, nossa comunidade - através de algo indefinido: nosso medo.

Aquilo que pode nos levar para o lado negro da força.

“Eles” é o equivalente ao “Da Man”, definido pelo personagem de Jack Black no filme Escola do Rock:

O medo, por - em geral - ser em relação a algo desconhecido, pode ser de qualquer coisa. Basta ser criativo se você quer assustar alguém e ter alguns fatos isolados para usar em favor de sua tese amedrontadora. Digamos, os terroristas ou os pedófilos. Qualquer pessoa pode ser um terrorista ou um pedófilo.

Seu vizinho, por exemplo.

Fique de olho nele. Ou, melhor: peça para “Da Man” ficar.

E o cara com quem você compartilha arquivos na internet? Ei! Você jamais conheceria todos os milhões de caras que compartilham coisas com você na internet. Um deles DEVE SER UM PEDÓFILO! OU UM TERRORISTA!

“Da man” pode cuidar disso pra você, fornecendo a ameaça em toda parte, fazendo você ver inimigos em todos os lugares e - em contrapartida - oferecendo a cura. Mas a um custo, naturalmente.

Isso, o seu medo de estar em contato com um terrorista ou um pedófilo, faz com que você se permita abrir mão de alguns de seus direitos civis, de taxas mais baixas e de diversas coisas só para que “Da Man” cuide melhor de você. Para que ele cuide melhor de você em setores da sua vida sobre as quais você renuncia a responsabilidade PORQUE TEM MEDO.

Medinho.

O próximo passo, depois de renunciar uma responsabilidade sobre um setor de sua vida, é inevitavelmente renunciar à liberdade sobre ele. Uma não existe sem a outra. Esqueça.

Este é um daqueles momentos em que se pode escolher entre estar com “eles” - ser “Da Man” - ou ser você.

Nós.

Porque, quando você perde alguma coisa, não foi “eles”.

Foi você. Que deixou.

Você só consegue assinar feed de blogs que colocam link para o feed?

Sim?

Então, você tem muito o que aprender.

Em algum momento alguém disse que, para ter feed, um blog precisava manter “aquele simbolozinho alaranjado na barra lateral” ou em algum lugar bem visível. E todo o mundo acreditou.

Isso é bobagem.

Por vários motivos:

  • A maior parte dos blogs já vem com feed “de fábrica”. Blogger, Wordpress ou o que você imaginar. Se não for muito tosco, já tem feed, queira o seu editor ou não. Não precisa ir ao FeedBurner para “instalar” o feed. O Feedburner é uma boa maneira de unificar todos os seus leitores de diferentes feeds (um blog gera mais de uma versão de feed, geralmente) e fornecer, através do feed criado pelo site, algumas coisinhas a mais.
  • Um navegador decente descobre automaticamente se um site fornece feeds: no caso do Firefox, vai aparecer o simbolozinho do feed na barra onde você digita os endereços. Tenha ele sido colocado na barra lateral do blog ou não.
  • Se você usa o Google Reader, pode instalar o botão “Inscrever-se” na barra de favoritos. Ao visitar um site do qual você queira assinar o feed, basta clicar nesse botão e você é imediatamente direcionado aos seus feeds e, caso haja feed, com a opção para assiná-lo. Imagino que outros agregadores forneçam ferramentas similares
  • No caso do Google Reader, caso você não queira ou não possa instalar um botão na sua barra de favoritos, você pode digitar o endereço do blog ou site onde se lê “Adicionar Inscrição”: se houver um feed (e no caso de blogs, em 99% das vezes, há), ele encontrará
  • Um site tem publicações e atualizações periódicas que seguem um certo padrão, mas não tem feed - nenhum que seu navegador ou que o seu agregador tenha encontrado - pode gerar um feed a partir de uma iniciantiva sua: você pode criá-lo através do Feed 43, por exemplo. Eu acompanho as tirinhas da Folha de São Paulo e as tirinhas de Os Malvados através de feeds gerados por esse serviço.

Então, nunca mais diga que um blog não tem feed só porque o “simbolozinho alaranjado” não aparece na barra lateral ou em algum ponto de destaque do blog. Foi você que não soube encontrá-lo.

Agora, para aqueles seus leitores que não tem idéia do que é um feed e que nem querem ter - a maioria - eu recomendo veementemente a instalação da opção de feeds por email e um formulário de inscrição na barra lateral, isso sim. Isto é facilmente conseguido através do FeedBurner.