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Ofereça MELHORES feeds por email

Oferecer os feeds por email é importante por diversos motivos dentre os quais se destacam:

  • atingir um público que não sabe e não quer saber o que é feed ou RSS: isto é, grande parte dos usuários da internet
  • levar a informação que você deseja propagar até um nível tão pessoal quanto a caixa de entrada de seu público leitor fiel

Mas há desvantagens:

  • competição com a infinidade de emails não-pessoais que o leitor recebe: newsletters, spams, correntes e outros
  • diluição da importância de seus posts: queira ou não, uma visita semanal acaba chamando mais a atenção que uma visita diária. Imagine aquele seu amigo que aparece todo dia e aquele amigo que aparece uma vez a cada mês. Independentemente daquele de que você gosta mais, você sente mais saudades de quem e quem causa mais sensação quando aparece?

Como eliminar as desvantagens

A solução que me inspirou foi sugerida pela Luciane Baldo de Oliveira, editora do blog SemLactose. Em seu comentário, em um artigo anterior, ela me deu a seguinte idéia:

Resolvi estabelecer dias específicos para lançar novos posts, preferencialmente um para cada tópico que abordo e procuro lançá-los todos juntos, assim consigo captar mais leitores, pois sei que cada assinante tem um interesse específico. Outra vantagem é que eu não encho a caixa de email deles com posts diários. Eu não gosto disso e imagino que os meus leitores também não devam gostar.

98% dos leitores de feeds de Luciane são por email.

Isso: 98%.

Sim. Por se tratar de um blog destinado a pessoas que não toleram lactose é de se imaginar que ele seja lido pelos mais diversos tipos de leitores, um grupo bem heterogêneo cuja única particularidade em comum é a intolerância ao leite e derivados. A maioria deles não tem familiaridade com temas mais técnicos da net e nem quer ter. Portanto, o número e as características do blog comprovam a minha tese.

Mas há uma solução melhor

Muitos dos editores de blog que são leitores dos meus artigos, neste momento, devem estar pensando que não podem abrir mão de textos diários - ou mais que diários - e que, portanto, lançar artigos em dias esparsos é impensável, ainda que isso tornasse menor e mais tolerável o número de mensagens para os leitores de feed por email.

A solução, sobretudo se você usa um blog gerenciado por WordPress, é a seguinte:

  • crie uma categoria chamada “Newsletter”, ou “Destaques da Semana” ou o nome que você preferir
  • queime o feed no feedburner para essa categoria específica
  • ofereça o feed por email apenas dessa categoria e não o feed geral do seu blog
  • só escreva usando essa categoria quando houver algo no blog que realmente seja interessante para o leitor que assinou os feeds por email
  • você também pode designar um dia específico para escrever usando essa categoria, semanal ou mensal

Você pode escrever nessa categoria os links da semana, um editorial importante, avisos, divulgações e tudo o mais, aproveitando ao máximo o fato de você poder chegar ao mesmo tempo à caixa de entrada de tanta gente interessada no que você escreve.

O privilégio e a responsabilidade de ter leitores de feeds por email

Eu já falei sobre como é essencial oferecer os feeds por email.

Hoje eu estava lendo um artigo do blog Diário de um Policial Militar em que o editor expõe o número de seus assinantes de feed.

Mais uma vez, aqueles que lêem os textos em suas caixas de entrada supera em muito o número de qualquer agregador em separado.

  • as pessoas não sabem o que é RSS
  • as pessoas não querem saber o que é RSS
  • as pessoas, por outro lado, sabem o que é email
  • logo, funciona
  • quem realmente sabe o que é RSS não precisa ter o símbolo de RSS visível para assinar o feed de seu blog
  • então, pelo menos para mim, oferecer a leitura por email destacadamente, é mais importante que colocar o símbolo de feed em destaque

Ah, mas você notou que, neste blog, eu não ofereço o feed por email. Pois é. Eu tenho a esperança de que quem quer ser um blogueiro eficiente já saiba como funciona essa importante ferramenta.

Mas a questão é outra.

Ter leitores de seus artigos por email aumenta a sua responsabilidade na hora de escrever.

Imagine uma caixa de entrada contemporânea - que não seja do GMail, que bloqueia o Spam com relativa eficiência. Descartando-se o Spam, uma caixa de entrada está repleta de correntes, mensagens automáticas que você mesmo pediu para serem enviadas e uma ou duas mensagens realmente importantes.

Com esse ambiente já tomado, o leitor ainda assim decidiu receber seus posts por email.

Não é apenas uma honra, um privilégio.

Você precisa tomar o cuidado de pensar no que escreve, de maneira a ser aqueles dois ou três emails realmente importantes e não um daqueles emails automáticos em que o sujeito se inscreveu e vai se esquecendo de cancelar, deixando que a irritação por recebê-los cresça até não agüente mais você.

Você já tem muitos assinantes por email? Então pense nisso.

Simples

Uma das coisas que mais me atrai no formato blog é a simplicidade da ferramenta.

Muito basicamente: você escreve e publica na internet para os outros lerem.

Para quem lê, sempre o texto mais recente é o que está disponível na capa. Se o leitor chegou por um buscador a uma página mais antiga, o conteúdo sempre está em destaque.

O gerenciamento é fácil e, sobretudo, a navegação também.

Esse foi uma das razões pelos quais ainda não adotei - e talvez nem adote - a nova moda de temas em estilo “magazine”.

Não há dúvida de que eles são bonitos e dão uma aparência profissional ao site, sem falar que o gerenciamento não deve ser dificultado sobremaneira.

Mas:

  • o leitor de blogs busca pessoas não instituições: E intuitivamente os leitores ainda associam o design tradicional de um blog a uma pessoa. Uma aparência de portal ou revista pode gerar um certo esfriamento na relação entre leitor e autor.
  • nem sempre o volume de produção de conteúdo se adequa ao formato de um tema “magazine”: aumentar ou reduzir a sua produção pode criar um relacionamento estressante com o seu blog
  • nem sempre o conteúdo em si se adequa aos recursos criados pelo autor do tema: adequar conteúdo à forma pode acabar com sua linha editorial ou com a sua flexibilidade de adequação, isto é, mudar quando você bem entender ou precisar

No momento estou em uma fase de simplificação de meus blogs. Tento tirar tudo o que for acessório e que, em vez de me aproximar do leitor, me afaste dele.

Pense. Muitas das coisas que estão em suas barras laterais, talvez estejam presentes apenas por um capricho seu. E não representem um real aumento da proximidade, atração e qualidade de serviço ao leitor.

O blog em que estou fazendo isso com maior afinco é o Livros e Afins, ainda que lentamente.

Para começo de conversa, desde sempre ele teve apenas uma barra lateral. Gosto disso.

Algumas de minhas ações:

  • Procurei alargar a coluna de conteúdo: de 500 px passou para 630 px. Gostaria de alargar mais, mas não tenho certeza se ficaria bom para ler. Sem dúvida essa foi a parte de que mais gostei.
  • Os anúncios se mantiveram no alto da barra lateral: é o que mantém o meu trabalho e o meu serviço ao leitor. Além disso, os editores precisam parar de tratar os anúncios como lixo e passar a aceitar que, se escolheram usá-los, eles fazem parte de seu conteúdo. Mas esse é um assunto para ser exposto em outro artigo.
  • Link para os principais conteúdos do blog: poderia ser a página mais acessada ou então a considerada a mais importante, embora não seja a mais acessada. Aquela que você acha que o seu novo visitante deveria conhecer.
  • Busca: é um serviço que você presta a seu leitor. É o mínimo.
  • Oferta de recebimento dos posts por email: quem conhece feeds não precisa do indefectível símbolo de RSS estampado em algum lugar do blog. Quem não conhece, porém, precisa da opção de recebimento dos posts por email. Leia mais sobre a eficiência dos feeds por email.
  • Buscapé: eu parei de pensar no Buscapé como uma forma de ganhar dinheiro visto que outros programas de remuneração do blog são mais fáceis e eficientes de implementar. Mas isso não impede que eu sirva o leitor com uma possibilidade de pesquisar preços de livros.
  • Comentários recentes: privilegiando os comentaristas e apontando ao leitor que chega ao blog onde as coisas estão fervendo naquele momento.
  • Posts recentes: muitas vezes o leitor chega a seu blog por uma página antiga. Talvez ele fique curioso sobre o que você está escrevendo ultimamente.
  • Submarino: por último coloquei links diretos para as seções de vendas de livros do Submarino. Além de ser uma forma de eu remunerar meu trabalho, também pode ser considerado um serviço ao leitor. Outro detalhe importante disso, no meu caso, é que livros, por serem mais baratos são mais fáceis de vender. No entanto, a comissão por livros nacionais é de 8%, a maior do Submarino.
  • Artigos relacionados: voltou para a parte inferior dos artigos. Estava na barra lateral. Também aumentei o número de artigos relacionados oferecidos de três para seis.

Coincidência ou não, o número de acessos e exibições de página vêm subindo desde que venho fazendo essas coisas.

Obviamente, essas intervenções se aplicam apenas a meu blog. Além disso, falta simplificar as coisas na barra de navegação. Por exemplo, tirar o link para os arquivos e, no lugar dele, colocar um link para o mapa do site que, atualmente, está no rodapé, sem nenhuma utilidade.

Para saber o que fazer no seu blog, sugiro que tenha bem claro o seguinte:

  • o tipo de conteúdo que você publica
  • o tipo de leitor que costuma entrar nele - ou o tipo que você gostaria que entrasse
  • e que informações ele procura, bem como ele procura essas informações

10 motivos pelos quais tive preguiça de participar da Blogagem Inédita

Achei louvável a idéia do Edney Souza propor a blogagem inédita para o dia 17 de março deste 2008.

Porém, até mesmo o Edney ficou um tanto desconfortável com o uso da palavra “inédita”.

Por isso, e por outros motivos, admito, fiquei com preguiça.

Como preguiça é pecado, vou fazer uma lista dos outros motivos, no melhor estilo blogueiro, para confessá-lo.

  1. Origem.
    A idéia do Edney foi motivada por alguém que, obviamente, entende - e muito - de jornalismo. Mas entende pouco de blogs. Portanto, não me motivou já na origem.
  2. Individualidade.
    Blogs dizem respeito a indivíduos. Indivíduos são, por definição, inéditos. Alguns até podem ser parecidos com outros mas não existe um sujeito idêntico ao outro. Tudo o que você publica em seu blog é inédito na exata proporção em que você se põe no centro ou em algum outro ponto daquilo que você escreve.
  3. Então eu sou inédito?
    Sim, é. Algumas vezes mais, algumas vezes menos. De qualquer forma, se você é inédito, tudo o que você escreve é inédito. Ainda que seu blog seja uma mera cópia, você tem o direito de copiar e, claro, de sofrer as conseqüências legais e principalmente sociais disso. Isso é uma escolha (inédita) sua. Mas até a sua forma de copiar será inédita.
  4. Coletividade.
    Blogs dizem respeito a indivíduos, de fato, mas sua força não é individual. Por mais que existam blogs que se destaquem entre todos, o poder dos blogs passa a existir quando um bom número deles - por alguma razão - passa a apontar para determinada direção. A pirâmide é aguda, mas é a base que lhe dá sustentação. Algumas agências de publicidade já descobriram isso e estão usando esse conceito de forma pouco ética, tentando fomentar virais artificiais. Os jornalistas - de quem se espera um comportamento mais ético -, para variar, seguem atrás dos publicitários no que diz respeito a técnicas mais inovadoras de comunicação.
  5. Convicção.
    Blogs são individuais, mas tentar enxergar sua força no indivíduo - e tentar fazer com que os outros vejam assim - é podar sua energia usando o que eles têm de mais original e característico, porém mais frágil. A verdadeira força dos blogs está na massa.
  6. Quem disse que replicar é ruim?
    Blogs não são concentradores de informação, como eram os antigos jornais. Blogs não são jornais. Blogs não estão no centro: são o ponto de partida da informação mas também estão na periferia dela, recebendo-a. Unem a figura do autor e do leitor em uma só coisa. Eles são disseminadores, replicadores e até, em algumas ocasiões, criadores de informação, se é que é possível criar informação. Assim, à possibilidade de criar informações - que, sim, os blogs também têm - vem se juntar o poder de criar redes, só possível pelos links, pelas citações e pela outrora infame replicação de informação. Blogs, assim, têm mais poder de envolver uma comunidade que um veículo de comunicação antigo. As redes criadas pelos blogs, repito, não têm centro. Centralizar dados é uma fraqueza: a internet foi criada justamente para que dados importantes não fossem centralizados.
  7. Manter a força.
    Jornais e afins vêem como desvantagem e fraqueza replicar informações de outros veículos. Para os blogs isso é força. Tanto mais forte é se a replicação vier embebida na individualidade do editor do blog, de maneira a envolver o grupo de leitores - que inclui outros blogueiros - que já se identifica com aquele indivíduo, com suas idéias originais e com a parte dessas idéias que ele escolhe replicar de outros blogueiros.
  8. Reafirmar o leque de possibilidades.
    Tentar fazer com que um blog se pareça mais com um veículo de comunicação antigo e menos com um blog, é enfraquecê-lo, não fortalecê-lo. Um blog pode usar a linguagem e métodos jornalísticos, mas essa é apenas uma de infinitas possibilidades.
  9. Especialidades.
    Um outro potencial importante dos blogs são os blogs de especialistas. Por que eu deveria ler a matéria sobre tecnologia sem fio - ou sobre odontologia - em que um repórter serviu de intermediário entre o leitor e o especialista, se eu posso ler o que o próprio especialista escreveu, sem intermediários?
  10. Diálogo.
    Também confesso que não tive tempo de participar porque estava conversando com os meus leitores. Os blogs permitem isso. Em toda a sua estrutura. Há caixas de diálogo, de comentários, formulários de contato, emails e não apenas uma coluna para a seção de cartas.

Assim, embora tenha achado de boa intenção a iniciativa do Edney, decidi não participar.

Mas, ei…

Esta lista é inédita…

Desculpe o atraso, Edney.

Escreva simples

Se você quer uma comunicação direta e eficiente em seu blog, precisa simplificar o modo como escreve.

Note que não falo de um estilo artístico. O objetivo da literatura não é ser direta nem eficiente. Embora, muitas vezes, seja.

Escrever de maneira simples, no entanto, exige muita arte e treino.

Eis o que você pode fazer para desenvolver textos mais simples:

  1. Uma frase longa sempre pode ser dividida em duas curtas.
  2. A vírgula é de prata. Sempre cabe uma em uma grande sentença.
  3. O ponto é de ouro. Se puder usar um no lugar da vírgula, tanto melhor.
  4. Aprenda a organizar seu raciocínio em parágrafos. Se seu texto está desorganizado, seu raciocínio também está. O do leitor ficará ainda pior.
  5. O discurso direto deve ser usado por você. Use o discurso direto. Percebeu a diferença entre a primeira frase e a segunda?
  6. Procure escrever coloquialmente como você fala. Mas sem as repetições, idas e voltas, hesitações e os erros aceitáveis no cotidiano dia-a-dia.
  7. Sempre há um termo mais simples. Tenha um bom vocabulário e sempre consulte um dicionário.
  8. A frase ficou complicada? Apague-a e comece tudo de novo.
  9. Não sabe como começar um texto? Imagine-se dizendo-o para alguém.
  10. Um substantivo adequado muitas vezes confere mais qualidades que um adjetivo. Adjetivos e advérbios quase sempre podem ser cortados a fim de reduzir uma frase.
  11. Tente fazer um resumo de seu próprio texto. É possível que seu texto ideal esteja na meia-medida entre o resumo e o texto inicial.