Artigos arquivados como 'Debates sobre blogs' ↓

Os 200 maiores blogs do Brasil

A Cynara Peixoto compilou a lista dos…

Ela utilizou diversos critérios para determinar o ranking e certamente teve muito trabalho para fazê-lo. Claro que um ou outro editor - como sempre - vai discordar dele.

Rankings, porém, não são feitos para se discordar ou concordar. Afinal, são formados por parâmetros objetivos (dentro do possível)  e expressam uma certa realidade em um certo contexto.

Você nunca deve esquecer que a relevância de seu blog pode e deve estar para além dos rankings. Por exemplo, meu blog sobre bolsa de valores não está ali, mas eu sei que ele é relevante - e muito - em um determinado contexto, muito específico.

Este blog aqui, por exemplo, não está listado. Mas você gosta dele, não gosta? Viu?

Quer entender o projeto de lei de Cibercrimes?

Desde a primeira redação o primeira redação, considerada ruim por qualquer um que entendesse um pouquinho a internet, o projeto de lei de Cibercrimes melhorou.

A versão foi aprovada no dia 9 de julho pelo Senado.

Quer saber em que pé a coisa está?

Então você precisa ler o artigo da Lu Monte, do Dia de Folga, sobre o projeto de lei de Cibercrimes.

E caso você queira participar, o Xô Censura terá uma blogagem coletiva. O tema é o projeto de lei ou algum assunto político correlato.

Pesquisa sobre blogs e assessorias de imprensa

A Textual Serviços de Comunicação divulgou o resultado de uma pesquisa que fez com 37 editores de blog.

O objetivo da pesquisa era avaliar o relacionamento entre os blogs e as assessorias de imprensa. Dado o grande universo a ser avaliado e a pequena amostra, os resultados não podem ser conclusivos, mas jogam alguma luz sobre a questão.

O que move você a ter um blog?

  • 38% - expor experiências/as paixões pessoais
  • 22% - colocar em discussão um tema que julgo não ter espaço na mídia
  • 7% - gerar relacionamento
  • 33% - outros

Você é procurado regularmente pela imprensa?

  • 67% - sim
  • 33% - não

As assessorias de imprensa se apresentam com transparência apresentando quem são e para quem trabalham?

  • 50% - sim
  • 44% - nem sempre
  • 6% - não

Os materiais enviados pelas asessorias são adequados ao seu blog?

  • 47% - nem sempre
  • 39% - sim
  • 14% - não

Qual o maior motivo da inadequação?

  • 81% - conteúdos que não dizem respeito ao meu blog
  • 19% - formato inadequado ao ambiente web

Em geral, qual o nível de aproveitamento do material enviado pela assessoria de imprensa?

  • 52% - utilizo como material de pesquisa
  • 31% - na maioria das vezes ignoro
  • 17% - publico integralmente ou em parte

Mais do que conclusivo, acredito que a pesquisa é um desses sinais que demonstram uma preocupação cada vez maior das empresas de comunicação com os blogs como veículos de propagação de informação.

Editores profissionais de blogs

O site Bolsa de Mulher acabou de soltar uma matéria sobre editores profissionais de blogs.

Diversos editores de blogs, incluindo eu, dão declarações de como é esse mercado ainda recente no Brasil.

Para ler tudo, porém, é preciso se cadastrar, ainda que gratuitamente. Confira. A matéria ficou bem bacana.

10 motivos pelos quais tive preguiça de participar da Blogagem Inédita

Achei louvável a idéia do Edney Souza propor a blogagem inédita para o dia 17 de março deste 2008.

Porém, até mesmo o Edney ficou um tanto desconfortável com o uso da palavra “inédita”.

Por isso, e por outros motivos, admito, fiquei com preguiça.

Como preguiça é pecado, vou fazer uma lista dos outros motivos, no melhor estilo blogueiro, para confessá-lo.

  1. Origem.
    A idéia do Edney foi motivada por alguém que, obviamente, entende - e muito - de jornalismo. Mas entende pouco de blogs. Portanto, não me motivou já na origem.
  2. Individualidade.
    Blogs dizem respeito a indivíduos. Indivíduos são, por definição, inéditos. Alguns até podem ser parecidos com outros mas não existe um sujeito idêntico ao outro. Tudo o que você publica em seu blog é inédito na exata proporção em que você se põe no centro ou em algum outro ponto daquilo que você escreve.
  3. Então eu sou inédito?
    Sim, é. Algumas vezes mais, algumas vezes menos. De qualquer forma, se você é inédito, tudo o que você escreve é inédito. Ainda que seu blog seja uma mera cópia, você tem o direito de copiar e, claro, de sofrer as conseqüências legais e principalmente sociais disso. Isso é uma escolha (inédita) sua. Mas até a sua forma de copiar será inédita.
  4. Coletividade.
    Blogs dizem respeito a indivíduos, de fato, mas sua força não é individual. Por mais que existam blogs que se destaquem entre todos, o poder dos blogs passa a existir quando um bom número deles - por alguma razão - passa a apontar para determinada direção. A pirâmide é aguda, mas é a base que lhe dá sustentação. Algumas agências de publicidade já descobriram isso e estão usando esse conceito de forma pouco ética, tentando fomentar virais artificiais. Os jornalistas - de quem se espera um comportamento mais ético -, para variar, seguem atrás dos publicitários no que diz respeito a técnicas mais inovadoras de comunicação.
  5. Convicção.
    Blogs são individuais, mas tentar enxergar sua força no indivíduo - e tentar fazer com que os outros vejam assim - é podar sua energia usando o que eles têm de mais original e característico, porém mais frágil. A verdadeira força dos blogs está na massa.
  6. Quem disse que replicar é ruim?
    Blogs não são concentradores de informação, como eram os antigos jornais. Blogs não são jornais. Blogs não estão no centro: são o ponto de partida da informação mas também estão na periferia dela, recebendo-a. Unem a figura do autor e do leitor em uma só coisa. Eles são disseminadores, replicadores e até, em algumas ocasiões, criadores de informação, se é que é possível criar informação. Assim, à possibilidade de criar informações - que, sim, os blogs também têm - vem se juntar o poder de criar redes, só possível pelos links, pelas citações e pela outrora infame replicação de informação. Blogs, assim, têm mais poder de envolver uma comunidade que um veículo de comunicação antigo. As redes criadas pelos blogs, repito, não têm centro. Centralizar dados é uma fraqueza: a internet foi criada justamente para que dados importantes não fossem centralizados.
  7. Manter a força.
    Jornais e afins vêem como desvantagem e fraqueza replicar informações de outros veículos. Para os blogs isso é força. Tanto mais forte é se a replicação vier embebida na individualidade do editor do blog, de maneira a envolver o grupo de leitores - que inclui outros blogueiros - que já se identifica com aquele indivíduo, com suas idéias originais e com a parte dessas idéias que ele escolhe replicar de outros blogueiros.
  8. Reafirmar o leque de possibilidades.
    Tentar fazer com que um blog se pareça mais com um veículo de comunicação antigo e menos com um blog, é enfraquecê-lo, não fortalecê-lo. Um blog pode usar a linguagem e métodos jornalísticos, mas essa é apenas uma de infinitas possibilidades.
  9. Especialidades.
    Um outro potencial importante dos blogs são os blogs de especialistas. Por que eu deveria ler a matéria sobre tecnologia sem fio - ou sobre odontologia - em que um repórter serviu de intermediário entre o leitor e o especialista, se eu posso ler o que o próprio especialista escreveu, sem intermediários?
  10. Diálogo.
    Também confesso que não tive tempo de participar porque estava conversando com os meus leitores. Os blogs permitem isso. Em toda a sua estrutura. Há caixas de diálogo, de comentários, formulários de contato, emails e não apenas uma coluna para a seção de cartas.

Assim, embora tenha achado de boa intenção a iniciativa do Edney, decidi não participar.

Mas, ei…

Esta lista é inédita…

Desculpe o atraso, Edney.