Artigos de 7/2007 ↓

Flagre o plagiador de seu blog com estas duas artimanhas

Você começa a ler um texto interessante em um blog qualquer. E pensa: “Puxa, esse cara escreve bem.” E continua. De repente, nota alguma coisa familiar e levemente incômoda. E continua. Mas este texto tem alguma coisa de muito familiar mesmo.

Claro.

Ele é seu.

Alguém deu um control cê control vê em você, não deu link, crédito e ainda atribuiu seu trabalho a Carlos Drummond de Andrade.

Por que isso é ruim:

  • Você não é Carlos Drummond de Andrade. Nada pior que ver um texto seu sem o devido crédito ou atribuído a outro.
  • Plagiadores costumam copiar os textos integrais. Há a possibilidade de os robôs de busca considerarem isso como conteúdo repetido.

Não há como evitar que esse tipo de coisa aconteça. Infelizmente. E bloquear o botão direito dos mouses em seu blog é muito antipático e inútil também.

Mas você pode ser avisado sempre que isso acontecer para, assim, tomar as providências que julgar cabíveis.

Primeira possibilidade para flagrar o safado.

(Update: Atenção! Essa técnica pode levar o Google a entender que você faz uso de links escondidos de forma maliciosa. Isso pode ocasionar o banimento do site. Faça uso dela por sua conta e risco. Eu explico isso melhor em outro artigo)

Em todo texto seu coloque um discreto link para o seu próprio site. Pode ser em um ponto ou em uma vírgula, por exemplo.

Como no ponto anterior.

Links internos - para outras partes de seu site e para serem vistos pelo seu leitor - também servem e são mais úteis do ponto de vista de seus visitantes. Mas eles podem ser vistos pelo plagiador e apagados. Apesar disso, eles têm a vantagem de não terem o risco de serem interpretados como links escondidos pelos mecanismos de busca.

Mas acontece que é mais comum que o plagiador, ao fazer uso do control cê control vê, não desconfigure o texto. E os links são publicados como estão.

Assim, você é avisado do plágio através do Technorati. Não sei como você é, mas eu gosto sempre de verificar cada link novo que eu ganho. Se você usa o WordPress e o plagiador também (o que é difícil), você será avisado pelo sistema de trackback.

Segunda possibilidade de flagrar o pusilânime.

E ainda de ganhar um dinheirinho. Filie-se ao HotWords. Ao colocar o HotWords em seu site, o script do programa de publicidade insere automaticamente links em palavras de seus textos.

Mas, ao se aplicar o contro cê control vê, o link gerado - que antes conduzia ao site do anunciante - se transforma em um trackback para o texto original. Pois o script não pode ser copiado.

E você fica sabendo do plágio do mesmo modo como no primeiro método.

Este não é o melhor dos mundos.

Esses dois métodos não são a garantia de que você vai flagrar todos os plagiadores de seu site, mas garanto que com eles já peguei uma meia dúzia deles. E, importante lembrar, eles funcionam apenas se o pequeno contraventor for ingênuo o suficiente para copiar tudo do jeito que está.

Ao deparar com o problema, evite ser agressivo. Há a possibilidade de o sujeito apenas estar mal informado sobre ética e direitos autorais e não ter agido de má fé, sem saber que ignorância também é letal para todos.

Peça que tire o texto do ar ou que apenas faça uma citação de um trecho, com o devido link, acrescentando o seu próprio ponto de vista, tornando assim o blog dele mais rico. Eduque-o.

Mas não diga nada sobre os links que ele acabou de lhe dar sem saber. Deixe que descubra isso quando virar gente grande.

Saiba mais

Saiba mais sobre plágio e roubo de conteúdo, no blog Arte de Blogar, no artigo Como impedir que roubem conteúdo de seu blog.

31 tipos de posts para abastecer seu blog infinitamente

Quando eu estou sem assunto para um de meus blogs o problema costuma ser resolvido não pelo o quê publicar, mas pelo como publicar.

Inspiração não existe. O que existe é engenho.

O formato escolhido para o post ou artigo facilmente evoca um assunto.

Por isso, publico aqui esta série de tipos de posts que podem ajudar você. Lembre: não existe um formato puro.

Muitos deles se misturam. Mas eles serão úteis no momento em que você sofrer um branco.

1. Entrevista

Uma entrevista pode ser feita de várias maneiras, até mesmo por email, facilitando a edição e a precisão das respostas do entrevistado. Um bom exemplo é esta entrevista do Papo de Homem com o Conrado Navarro, do Dinheirama.

2. Avaliação

Você pode avaliar qualquer coisa. Um livro, um liqüidificador, um software, um site. Procure ficar em seu nicho para conquistar a confiança de seu leitor e construir uma reputação de perito.

3. Responder perguntas

À medida em que você for se tornando mais conhecido, leitores vão escrever para você fazendo perguntas. Valorize isso. Responda com precisão e atenção. Você conquista não só quem as fez, mas também quem gostaria de as ter feito e nem sabia disso ainda. Recentemente, pude fazer isso respondendo sobre como funciona o sistema de pontos do Ibovespa.

4. Indicar sites

Quando você se especializa, acaba conhecendo sites e maneiras de encontrar novos que as outras pessoas, mesmo aquelas que se interessam pelo seu tema preferido, não conhecem. Eu faço isso a todo tempo no Alessandro Martins - Livros e Afins, como nesse artigo sobre o BookMoch.

5. Responder artigos

Você depara com um artigo com o qual concorda ou discorda. Imediatamente é tomado de um sentimento avassalador que o obriga a escrever algo. Não desperdice essa oportunidade. Lempre de fazer um link para o texto que o motivou. Muitas amizades na internet começam assim.

6. Listas

Todo mundo adora listas. “Os 5 maiores erros…”, “As minhas 33 músicas preferidas”, “76 meios de ganhar mais dinheiro no AdSense”. Listas são fáceis de ler e gostosas de escrever. Eu inaugurei este blog com um post neste estilo: 11 razões para você ter um blog de uma vez por todas.

7. Rankings

Semelhante às listas, mas costumam despertar mais paixões. Amor e ódio. As pessoas adoram rankings. Mesmo os mais subjetivos e arbitrários causam interesse.

8. Como fazer

São os tutoriais. Pode ser um modo de tornar o ovo frito mais saboroso, uma maneira de pregar um botão na camisa em dez segundos ou como instalar determinado programa de modo mais eficiente. Alguns blogs são exclusivamente voltados a tutoriais, como o Transformando Papel em Arte, sobre origamis.

9. Explique conceitos

Você já deve ter olhado em suas estatísticas e visto que alguém entrou por algum sistema de busca procurando algo como “O que é um ornitorrinco”. Ora, se isso faz parte de seu tema, por que não dar sua visão pessoal sobre o ornitorrinco? Isso me faz pensar que eu poderia dar uma visão pessoal para o que é um blog. Afinal, daqui a pouco, alguém vai digitar no Google: “O que é um blog”. Por mais que um conceito seja velho conhecido de todos, sempre há uma maneira de reapresentá-lo inovadoramente.

10. Posts com links

Quem tem um blog ou mais costuma navegar muito. Aconselho que você tenha uma conta no del.icio.us. Assim poderá rapidamente recuperar sites interessantes que viu e que não couberam em nenhum artigo e, assim, fazer uma interessante lista de links para seus leitores. Quem mantém essa prática semanalmente é o Nick Ellis, do Digital Drops.

11. Detalhes que ninguém vê

Você navega pelos seus sites preferidos de uma maneira que as outras pessoas nem imaginam. Certamente, percebe coisas que quase ninguém vê. Por que não mostrar essas coisas? O Submarino rendeu um artigo assim para mim. Todo mundo conhece esse site, mas quase ninguém conhece sua seção de venda de obras raras.

12. Pergunte a seus leitores e publique as respostas

Por mais que você seja um poço de saber, seus leitores sempre terão mais a oferecer do que você imagina. Talvez eles nem tenham conhecimento disso. Faça uma pergunta. Depois, escreva um artigo analisando e tabulando as respostas.

13. Pergunte a outros editores e publique as respostas

Você pode fazer, por email, uma pergunta a outros blogueiros, de seu nicho ou não, e publicar um artigo analisando as respostas. Os seus leitores vão gostar de saber que você é um catalisador e um centralizador de informações tão bem relacionado.

14. Convide alguém para escrever

Peça um artigo a um outro editor de blog. Além de ele ficar feliz por ser prestigiado, certamente mais tarde retribuirá a gentileza.

15. Posts usando vídeos

Não importa sobre o que é o seu blog. Você vai encontrar uma pá de vídeos sobre isso, seja lá o que for, no YouTube e em outros agregadores de vídeos da internet. Basta garimpar.

16. Truques que você aprendeu blogando

Depois de um ano blogando a sério você vai ter aprendido alguns truques para manter seu blog mais funcional. Você pode ensiná-los, de vez em quando, à parcela de seus leitores que também edita um blog.

17. Comparações

O que é melhor? O plano de saúde A ou o plano de saúde B? O FlickR ou o Fotolog? Senna ou Piquet? Analise ponto a ponto e dê o seu veredicto. Se preferir, deixe em aberto para que o leitor decida por ele mesmo.

18. Polemize

Esse é auto-explicativo. Não sei se o Senna era melhor, mas eu sempre preferi o Piquet. Você entendeu. Escreva algo que vá contra o senso comum e aguarde o resultado. Apenas não exagere para não ganhar fama de ser do contra. E, principalmente, não seja polêmico apenas por ser polêmico. Seja autêntico e fiel a seus princípios.

19. Ensine a usar um site comum de um jeito que só você sabe

Existem sites muito populares. Por serem populares, serão usados de um jeito mais ou menos popular, ou seja, sem que suas particularidades sejam aproveitadas em todo o seu potencial. Se você descobrir algo assim, pode se dar bem. Um dos posts de maior sucesso dos últimos tempos foi um em que o editor do blog ensina a transformar o Google em uma espécie de Napster para encontrar arquivos mp3.

20. Séries

Planeje uma série em determinado número de partes. Escolha um assunto entre os diversos que o seu blog abarca e disseque-o até o osso ao longo de diversos dias. Se por um lado você sabe o que vai escrever durante um período de tempo, por outro cria expectativa em seus leitores, que ficam ansiosos por saber o que vem depois.

21. Comente notícias

Diariamente acontecem coisas sobre as quais você pode querer apresentar um enfoque original. Abrir as páginas de um jornal para um leitor comum pode ser desanimador, mas para você, editor de um blog, é inspirador.

22. Fale sobre seu próprio blog

Sua experiência como blogueiro pode ser importante para outros blogueiros e para seus leitores. De vez em quando, esse tipo de artigo também pode situar seu posicionamento editorial em relação ao resto da blogosfera.

23. Posts ou artigos pessoais

Todo blog é pessoal em maior ou menor grau. É uma das características desse meio de comunicação e ele não seria tão interessante se assim não fosse. Se você achar que tem cabimento fugir do assunto e, para variar, falar como foi o seu dia, não se acanhe: o blog é seu e você escreve o que quiser nele. Exerça sua liberdade.

24. Imagens

Imagens valem mais do que mil palavras, diz o senso comum. Às vezes valem mais, às vezes menos. Mas a verdade é que, mesmo não sendo muito úteis do ponto de vista dos sistemas de busca, podem ser muito atraentes para o seu leitor. Se você tem uma boa câmara, não desperdice essa possibilidade.

25. Promoções

Você está disposto a investir um pouco mais em seu blog? Escolha um prêmio e faça uma promoção. A participação do leitor pode estar vinculada a links ou a comentários ou a qualquer outra coisa que você imagine.

26.Citações

Está lendo um livro, blog, entrevista, revista ou jornal e achou um trecho interessante? Compartilhe com o seu leitor essa preciosidade. Acrescente os seus comentários e pronto.

27. Publicações coletivas

Escolha alguns editores amigos, definam um tema e publiquem em um dia específico. Além de render no mínimo os links entre vocês, vai abrir o horizonte de seu leitor e levar mais visitantes para outros editores de seu nicho. Tudo o que se faz em conjunto tem mais força do que individualmente.

28. Coletâneas externas

Escolha um tema. Por exemplo: “meios de melhorar a sua maneira de escrever”. Garimpe posts na internet que tratem desse assunto e faça uma coletânea para o seu leitor. Além de facilitar a vida dele, é uma chance de fazer links e travar novas amizades na blogosfera. O segundo post deste blog é um exemplo disso: 16 artigos que você deveria ler ao começar um blog.

29. Coletâneas internas

Quando você se especializa em um assunto acaba escrevendo vários posts interessantes que, em algum momento, vão merecer destaque. Esta categoria pode aumentar o número de visitas por página de seu blog. No Alessandro Martins - Livros e Afins eu publiquei um misto de lista com coletânea interna com o título de 12 Dicas que facilitam o seu hábito de leitura.

30. Testemunhos

Você passou por uma experiência e conta para o seu leitor. Pode ser a compra de determinado produto, a leitura de um livro, uma viagem, um assalto. Os leitores gostam muito de ler sobre experiências pessoais e muito do sucesso dos blogs se deve a isso. Tire partido.

31. Enquetes e votações

Os leitores gostam muito de votar e participar efetivamente de seu blog. Existem diversas ferramentas na internet que permitem que você publique enquetes. O WordPress tem até alguns plugins especialmente para isso.

Barra de ferramentas secreta na área de edição de seu WordPress

Eu costumo usar intertítulos em <h3> e </h3> com freqüência. Acho estético e, além disso, tem funcionalidade para situar os robôs de sistema de busca.

<h3>O resultado é este.</h3>

As tags aparentes ao lado da expressão “o resultado é este” são meramente ilustrativas.

Até descobrir um truque simples, sempre precisei digitar essas tags no começo e no fim dos intertítulos, na área de código do texto. Era um trabalhinho a mais.

Porém, quando você estiver na área de edição do WordPress, basta que você clique ao mesmo tempo:

  • shift + alt + v

e uma barra de ferramentas secreta aparecerá com várias opções muito úteis. Inclusive os headings de 1 a 6.

Bom, né?

Truque infalível com o del.icio.us para seu blog nunca mais ficar mudo

Usando o del.icio.us a seu favor você nunca mais vai ficar sem assunto em seu site, não importa de que tema você trate nele ou quais sejam seus interesses.

Você sempre terá dicas de sites e artigos bacanas para seus leitores.

Este artigo parte do pressuposto de que (1) você sabe o que é o del.icio.us, (2) como funcionam feeds e (3) a maneira mais eficiente de manejar um fuzil AR-15.

Er… esqueça o item três. Os dois primeiros já são suficientes.

O del.icio.us é um site em que você registra online suas páginas favoritas e pode compartilhá-las com outras pessoas. As minhas, por exemplo estão no endereço del.icio.us/alessandromartins.

Você vai notar que pode assinar o feed dessa página. E aí é que está o truque.

Você pode assinar o feed de qualquer página do del.icio.us.

Quando você guarda um favorito nesse site, você o associa a determinadas palavras, chamadas etiquetas ou tags. E cada uma dessas etiquetas gera um feed só para ela. Se você não entendeu o que isso significa, vamos à prática.

Digamos que o assunto do seu site sejam “carros”.

Você vai até a página del.icio.us/popular/carro e assina o feed. Aproveite para assinar a também o del.icio.us/popular/carros, o del.icio.us/popular/car, o del.icio/popular/cars e qualquer outra palavra que você considere relacionada ao assunto de que você trata. É só trocar a palavra.

Você vai notar que sempre que uma página relacionada a esse tema ficar entre as mais favoritadas de determinado dia você ficará sabendo através de seu leitor de feeds.

Mas eu não quero o que todo mundo já viu

Se uma página da web ficou entre os mais favoritados do del.icio.us há uma probabilidade muito grande de que ela não seja novidade mais para um monte de gente.

Se você tiver um espírito mais garimpeiro, então deve substituir a palavra popular pela palavra tag, nos endereços de seus feeds assinados.

Você então tem, no exemplo, del.icio.us/tag/carro.

Pode dar mais trabalho, mas você não vai perder nenhuma página que tenha sido favoritada com a etiqueta carro ou com qualquer outra que você prefira.

Gostou? Depois me conte o resultado.

Sobre responsabilidade: editor de blog está condenado a ser livre

O homem está condenado a ser livre.

Esta bela frase não é minha, mas do filósofo francês Jean-Paul Sartre. É uma das máximas do Existencialismo.

Creio que ela se aplica com alguma precisão aos blogs e a seus editores - que vêm falando muito, e com razão, sobre a responsabilidade ultimamente - porque justamente a internet é esse meio em que a liberdade está um pouco mais em evidência, sem algumas das máscaras desta ou daquela convenção social. Mesmo algumas leis civis e penais ainda não conseguem se fazer aplicar na web.

Eis por que a liberdade e a responsabilidade são tão próximas:

Liberdade é só para os fortes, baby.

Acontece que, da liberdade, decorrem duas conseqüências: a angústia e a responsabilidade.

A angústia vem, dentre outras coisas, de haver tantas possibilidades e só poucas poderem ser abarcadas. Daí tantos homens escolherem as prisões, sejam elas quais forem, abrindo mão assim de sua liberdade e de suas escolhas e, com isso, também de uma parcela de sua humanidade. Mas mesmo quando escolhe uma prisão, o sujeito não deixa de ser responsável por essa escolha. É um beco sem saída.

Mas não irei adiante nesse tópico, pois o assunto é justamente responsabilidade, muito embora, em parte, a angústia existencial dela decorra.

A existência precede o post, mon cherry.

Se a humanidade - categoria na qual muitos blogueiros (não todos) podem ser incluídos - é livre, o indivíduo pode fazer de si o que bem entende ao longo do tempo em que existe.

Disto vem outra frase famosa de Sartre: a existência precede a essência.

Isto é, primeiro você existe. Depois de se perceber no mundo, você se define. Você se torna aquilo que você é. E é responsável pelo mínimo detalhe daquilo que você é. Não o governo, não a crise aérea, não o seu vizinho, não o aquecimento global, não Bill Gates, não a sua namorada. Você é responsável.

Onde entram os blogs na margem esquerda do Sena.

No meu parco entender dessa história toda, chego a algumas conclusões interessantes. Trata-se de um círculo virtuoso: quanto mais consciente de sua responsabilidade sobre si mesmo, mais livre você é. Quanto mais livre, mais responsável.

Porém o inverso também é verdadeiro. Quando menos você é responsável, menos liberdade você tem. Constituindo um círculo, então, vicioso. Nesse caso, alguém ou algo passará a ser responsável por você, seja um estado mais ou menos totalitário, sejam as leis, seja uma babá, seja uma internet menos livre e mais vigiada. E, com isso, você será menos livre e, acima de tudo, alguém ou alguma coisa passará a ser livre por você.

Por isso, creio que editores de blog devem ser responsáveis sim pelo que escrevem apenas se eles prezam toda a liberdade de que, para o seu bem e de outros, hoje tiram proveito.

A responsabilidade é tanto mais cobrada quanto mais influente é um meio de comunicação. Nos próximos cinco ou dez anos haverá um crescimento em tamanho e importância da blogosfera e a cobrança também crescerá naturalmente.

Agora, dê uma olhada nos posts de seu blog. Vá fundo nos arquivos e procure descobrir o quão livre e responsável você tem sido.

Olhe no espelho e entenda que parte disso que você está vendo - e também que não está vendo - tem sido construída pelo que você escreve.