Artigos de 6/2008 ↓

Blogs estão com ibope

O ibope da gíria - minúsculo - é sinônimo de popularidade. O Ibope - maiúsculo - é a empresa de pesquisa.

E o Ibope - maiúsculo - revelou o seguinte:

… o Ibope publicou uma pesquisa que apresenta que no Brasil quase 19 milhões de pessoas navegam em sites ligados às mídias sociais, entenda-se blogs e redes sociais. E, ainda, segundo a pesquisa, identificaram que 94% das pessoas que visitam os sites das montadoras de automóveis, tambem freqüentam as redes sociais e este número dá o entendimento, segundo o Ibope, de que “grande parte” dos consumidores de produtos sofisticados estão navegando nos blogs, Orkuts, Myspaces, etc, para colher opinião.

Veja algumas conclusões da pesquisa:

  • Caso os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1.000.000.000 de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras;
  • 94,1% dos usuários que visitam os sites das montadoras freqüentam comunidades, ou seja, uma ação das montadoras poderia ser rapidamente contraposta pelos membros das comunidades;
  • Ao contrário, membros das comunidades que visitaram sites oficiais das montadoras em maio de 2008 não chegaram a 8%;

Com a ascenção dos blogs, advogados tomarão o lugar dos maitres?

Esta fase de ascenção dos blogs como instrumento de formação de opinião gera situações interessantes.

Afinal, o blog já é mídia de fato ou a mera expressão de uma opinião individual, seja a de um cliente de uma empresa ou a de um freguês de um restaurante? E, independentemente do que seja, qual deve ser a postura dos diretamente envolvidos por essa opinião?

Pois bem.

O Manual de Sobrevivência em São Paulo publicou observações sobre uma refeição no Rancho da Traíra e o primeiro comentário foi daqueles que parecem ser o consultor jurídico e a gerente de marketing do estabelecimento, citando umas duas dezenas de artigos.

A esse comentário seguiram-se outros 157. Não sobre a comida. Mas sobre a reação do restaurante.

Será que, se a crítica fosse feito em uma revista de grande circulação, a reação seria a mesma?

Parece bobagem, mas situações como essa dão rumos para as discussões éticas dos novos meios de comunicação.

Me diga você o que acha.

157 e contando.

Entre SEO e conteúdo? Conteúdo.

Ignorar as manhas de Search Engine Optmization (SEO) por achar que isso é coisa do demônio, do encarapitado, do pé-redondo ou do tramunhão é o mesmo que jogar xadrez e não usar os cavalos porque eles andam em L.

Por isso, se você faz questão de que seu blog seja conhecido, aprenda o básico de SEO.

Se não faz, não precisa.

Mas, por outro lado, fazer do SEO a sua razão de viver e a mola mestra do seu site (a não ser que você tenha um site sobre SEO) é uma tremenda bobagem.

Os algorítmos e os métodos que os mecanismos de busca usam para chegar à conteúdo relevante têm um objetivo: chegar à conteúdo relevante.

Então, antes de aplicar técnicas de SEO ao seu blog, tenha conteúdo relevante.

De outra forma, os mecanismos de busca vão gostar dele (por um tempo), mas as pessoas não. E a internet é uma rede de pessoas e não de computadores.

De uma maneira muito interessante, o SEO vai acabar aproximando as discussões matemáticas e as discussões éticas.

Enquanto isso, embora eu saiba da importância do uso das tais técnicas de “otimização” e usá-las sem no entanto fazer delas minhas senhoras, continuo preferindo ignorá-las quando estou lendo um bom texto.

Homero não usava SEO e a Ilíada está aí até hoje.

O futuro da internet há 8 anos, por Michael Bloomberg

O TV Cultura liberou a transcrição de todas as entrevistas do Roda Viva (informação via Tiago Dória Weblog).

Indico a leitura da entevista com Michael Bloomberg, feita em 2000. Na ocasião, o pioneiro do jornalismo eletrônico especializado em notícias sobre finanças e negócios falou sobre a internet e o seu futuro.

Bem. Estamos naquilo que, então, seria o futuro. Vejamos o que ele disse na época.

Blog é mídia

A Sam Shiraishi, do A Vida Como a Vida Quer, publicou um artigo sobre blogs como nova mídia no Boombust, do Wagner Fontoura.

Ela é editora do NossaVia, que reúne diversos blogueiros escrevendo nas mais diferentes áreas, e vive diariamente essa nova realidade.

Veja um trecho:

Atualmente as asessorias me ligam diariamente, com toda educação e deferência, dando informações de suas pautas e me convidando para conhecer seus temas e me pedindo para dar nota “se achar legal”. Claro, nem sempre sai uma nota, tem coisas que não acho boas e ponto final. Não engano os leitores: quando eu posto nota nos blogs que edito (e alimento com notícias todo dia) eu sempre cito a fonte. Este é meu trabalho, sou jornalista porque tenho compulsão por divulgar o que acho interessante. E porque respeito profissionais que labutam como eu - independente de fazerem isso de mega-redações, de escritórios de assessoria ou do home office - eu sempre cito a fonte. Mas isso não quer dizer que me pagam para eu falar das coisas. Eu escolho o que acho interessante e compartilho numa rede social. Só. Às vezes eu faço publieditorial e já avisei as leitores disto, bem como da adoção de boas práticas.