Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós

Baseado em um livro do filósofo Fernando Savater – Ética Para o Meu Filho -, escrevi um artigo no NossaVia sobre o que penso sobre a atual discussão sobre o que os blogs devem ou não devem escrever, sobre como os editores devem ou não devem remunerar seu trabalho.

O texto se baseia no fato de que a Ética só é possível através de um circuito cujas paradas principais são liberdade, escolhas, conseqüências e responsabilidades. Responsabilidades que levam novamente à liberdade.

Apenas deixei de abordar o ponto em que Savater fala que é a igualdade, que é quando se faz valer a liberdade. A liberdade só pode ser plenamente exercida quando consideramos os outros humanos como tal e não como coisas.

Para se ter uma idéia do teor do pensamento de Savater, eis o que ele pensa dos nacionalismos:

Decididamente. Sou absolutamente anti-nacionalista, contra todos os nacionalismos, começando no espanhol e terminando no chinês. Há um escritor basco, Pio Arroja, que diz que o nacionalismo é uma doença que se cura viajando. O que eu quis dizer com essa frase é um pouco o mesmo. Quando viajas, quando tens que cruzar as tuas fronteiras, deixar o teu lugar, o teu país, e se tens uma certa sensibilidade, dás-te conta que na maioria dos casos a ideia de nacionalismo é absurda. Os seres humanos foram feitos para se misturarem uns com os outros. As pessoas que viajam muito dão-se conta do parecido que são os seres humanos e os seus problemas em toda a parte do mundo. Creio que isso sim é que é a verdadeira lição para uma pessoa nacionalista. Um ser humano pode viver em qualquer sítio, sempre que esteja rodeado de outros seres humanos capazes de o compreender e de o ajudar.

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  • 4 comentários ↓

    #1 Nospheratt em 10.7.2008 às 3:07 pm

    É verdade. Posso falar de cadeira, não por ter viajado muito, mas por ter vindo viver em outro país. Quando você vai para o extrangeiro, você percebe muitas coisas – vê o próprio país, e o outro, de forma diferente.

    Cada povo tem uma idiossincrasia diferente, e as diferenças às vezes são gritantes. Mas você vê que no fundo, as pessoas são simplesmente pessoas, que querem as mesmas coisas. Expressam esses desejos de formas diferentes, mas o fundamental está lá, igualzinho.

    E é deveras curioso ver como seu país e seus compatriotas são vistos pelos extrangeiros. Os pré-conceitos (positivos e negativos) “rompem los ojos”.

    #2 Orlando G. da Silva em 17.7.2008 às 1:40 pm

    A igualdade é um ideal, mas essencialmente particular ao indivíduo que que idealiza a si e àqueles com os quais se relaciona. Se considerarmos que não somos guiados apenas pelas racionalidades objetivas, aparentes, conscientes, a igualdade também é subjetiva, por demais, a ideia de igualdade precisa ser conveniente de alguma forma ao sujeito do discurso igualitário.
    Igualdade, de fato, assim como liberdade, quando tratadas do ponto de vista filosófico podem não existir objetivamente.

    E pegando carona no comentário da Nospheratt (que também na minha opinião está fazendo o melhor trabalho nacional da atualidade em blog sobre blogs),
    o pré-conceito é inevitável a discriminação é que pode ser escolha. Está do nosso lado, basta reduzirmos o nacionalismo para regionalismo e mais ainda para bairrismo.

    #3 Orlando G. da Silva em 17.7.2008 às 1:43 pm

    A igualdade é um ideal, mas essencialmente particular ao indivíduo que que idealiza a si e àqueles com os quais se relaciona. Se considerarmos que não somos guiados apenas pelas racionalidades objetivas, aparentes, conscientes, a igualdade também é subjetiva, por demais. A ideia de igualdade precisa ser conveniente de alguma forma ao sujeito do discurso igualitário.

    Igualdade, de fato, assim como liberdade, quando tratadas do ponto de vista filosófico podem não existir objetivamente.

    E pegando carona no comentário da Nospheratt (que também na minha opinião está fazendo o melhor trabalho nacional da atualidade em blog sobre blogs),
    o pré-conceito é inevitável. A discriminação é que pode ser escolha. Está do nosso lado, basta reduzirmos o nacionalismo para regionalismo e mais ainda para bairrismo.

    Ps. A pontuação deste está menos ruim Alessandro.

    #4 izabelly em 8.9.2008 às 1:45 pm

    essa misica é muita linda liberdade liberdade a asas sobre náos

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