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7.3.08 — O mercado e os blogs
Você sabe o que é Neutralidade na Rede? Você sabia que, nos Estados Unidos, o debate sobre isso está acirradíssimo? E que as empresas de comunicações que dominam a entrega de dados querem transmitir as informações de forma diferenciada - no que diz respeito a qualidade e velocidade - de acordo com seus interesses, econômicos ou não? Você sabia que, se essa história vier para cá, seu blog será diretamente afetado e até o modo como deixam você navegar pode mudar?
Não?
6.3.08 — Debates sobre blogs, O mercado e os blogs
O número de artigos acadêmicos sobre blogs vai crescer ano a ano.
Muito embora eu seja mais inclinado ao lado prático das coisas que ao teórico, não há dúvida de que estudos teóricos também são importantes por outro lado.
Parece interessante ver como a visão do meio acadêmico sobre o tema mudou em menos de 10 anos.
Fonte: Martelada
1.3.08 — O mercado e os blogs, Ética para blogs
Repentinamente há uma cobrança em relação aos blogs para o fato de que, para que passem a ser bons, comecem a produzir conteúdo original.
É um equívoco. Não procede.
Acho muito boa a iniciativa do Edney Souza com a idéia da Blogagem Inédita, mas também acho importante que não se produza conteúdo original como se isso fosse para provar algo. Basta mostrar que é possível. Só.
Blogs podem produzir conteúdo inédito. E isso é excelente. Parabéns para aqueles que já o produzem. Mas não é uma condição sem a qual não é possível um bom blog.
Vou recorrer às palavras de um dos pioneiros do formato blog na internet, Jom Barger. Bem, ele deve entender um pouco do assunto:
Um blog verdadeiro é um log de todos os sítios que você gostaria de salvar ou dividir. (Então, hoje, o del.icio.us é melhor para os bloggers do que o próprio Blogger). Você pode, é claro, colocar links sobre você fora do seu blog, mas se o blog tem mais posts originais do que links, recomendo aprender um pouco de humildade.
Esse é o blog em sua origem. O blog de raiz, meu caro. Se você acha essa função pouco ambiciosa, recomendo que dê uma olhada no texto da Samantha Shiraishi, em que ela apresenta uma citação de Tiago Dória:
Acredito que a principal coisa que aprendi com o blog é que agregar é tão importante quanto criar conteúdo original. É relevante você não somente produzir conteúdo, mas ser uma espécie de hub de coisas interessantes que estão acontecendo por aí. Uma espécie de DJ de conteúdo.
Quem acha que o conteúdo, para ser bom, precisa ser original, parou na época em que as informações eram centralizadas pelos grandes meios de comunicação.
Agora, os meios de comunicação são mais esparsos e tendem a aproximar interesses. Como nas fogueiras em torno das quais os viajantes se sentavam e trocavam histórias. Naquelas noites de conversa, antes do amanhecer e o seguir da viagem, ninguém produziu nada de novo. Apenas transmitiram. O mais importante, agora, é a propagação e a distribuição com fidelidade.
Pode-se deixar o conteúdo “inédito” para a mídia antiga.
O “inédito” entre aspas, como disse o Edney, é proposital.
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28.2.08 — O mercado e os blogs
O Iron Maiden proibiu o credenciamento de profissionais de internet em seus shows.
O credenciamento é feito pela assessoria de imprensa. Obviamente ele dá acesso a áreas que não aquelas a que um mero blogueiro ou fã que compre um ingresso poderia ir. E também obviamente não dá para cadastrar todos os milhares de portais e blogs que há por aí.
Mas proibir o credenciamento de todo e qualquer profissional de internet é estranho. Decidi perguntar a razão à assessoria.
A profissional responsável respondeu-me:
Essa tem sido uma determinaçao da banda em toda a turnê. A produção enviou às assessorias as informaçoes sobre o que será permitido e vetado sem justificativas. Tentamos negociar algumas coisas, mas nesse caso eles foram inflexiveis.
Ponto final.
28.2.08 — O mercado e os blogs
A banda Iron Maiden não quer saber de profissionais de Internet em seus shows (São Paulo, dia 2 de março; Curitiba, dia 4 de março; Porto Alegre, dia 5 de março) .
Isso inclui blogs, portais ou qualquer outro veículo que não tenha um representante de mídia impressa, de tevê ou de rádio.
Nas palavras dos responsáveis, com isso a assessoria de imprensa “ficou em maus lençóis”.
E aí? O que você acha disso?
Qual o objetivo de uma proibição dessas? Correta? Incorreta? Anacrônica?
Enquanto eu tento descobrir a razão da proibição, diga lá.