(eu já compartilhei este texto no Google Buzz, mas agora dei uma editada e acrescentei algumas coisas para publicar no QueroTerUmBlog)
Sabe por que vou continuar compartilhando tudo o que compartilho no Twitter também no Google Buzz?
Porque a maioria dos grandes amigos com quem gostaria de compartilhar as coisas que compartilho no Twitter não tem Twitter.
Ou, então, eles tem Twitter mas não o usam suficientemente para que eu saiba o que eles estão pensando em determinado instante – embora fisicamente distantes – ou para que eles saibam o que estou pensando.
Basicamente por isso.
Por outro lado, boa parte deles usa Gmail.
Assim, se você já me segue no Twitter e prefere parar de me seguir no Google Buzz, fique à vontade para parar de me acompanhar no Buzz. Não vejo problema nisso e nem ficarei melindrado. Estaremos próximos por lá, no Twitter, ainda.
Considero que uma parte importante das mídias sociais, nos anos que virão sobretudo (mas de certo modo, agora mesmo), é o quanto nos consideram relevantes, em um sentido amplo e profundo, aqueles que estão próximos a nós (gente que não usa o twitter e outras mídias) mas a quem damos bom dia e vemos diariamente na panificadora ou mesmo no trabalho. O quanto eles consideram importante o que temos a dizer e, sobretudo, a compartilhar.
O Google Buzz tem apenas alguns dias e já vi gente que eu de maneira alguma esperava envolvida com as mídias sociais dizer coisas como: “nossa, que legal aquilo que você colocou lá no Gmail“.
Além disso, também quero MUITO ouvir o que essas pessoas tem a dizer.
Um artigo de uma pessoa que – por contingências geográficas e temporais eu nunca vi pessoalmente ou com quem eu não convivo -, por mais bem escrito que seja, não é mais relevante que um pão com manteiga e café com leite quando estou com fome aqui e agora.
Ou mais relevante que um abraço de minha mãe ou um beijo de minha namorada. Falo de proximidade.
E olha que um artigo bem escrito é sempre relevante.
Aliás, minha mãe, uma completa iniciante na internet, entendeu rapidamente o conceito do Google Buzz e ao que parece vai usar o serviço. Já fez até algumas atualizações com alguns pensamentos seus sobre a vida que, embora para você talvez não sejam tão importantes, para mim são relevantíssimos.
Uma boa parte dessas pessoas de que sou próximo já está aqui no Buzz. E, no momento, também quero dizer coisas a elas da maneira mais fácil e rápida possével. Ainda que, para alguns usuários do Twitter isso fique um pouquinho redundante.
Novamente, digo: não precisa me seguir no Buzz. E, mesmo no Twitter, não me chateia se você deixar de me seguir. A questão da relevância é muito mais sutil do que pode explicar qualquer manual de mídias sociais.
Estou vendo um futuro em que cada vez menos importam os “sites” – esses lugares virtuais da internet – e importam mais os indivíduos e o papel que eles desempenham em certas comunidades que se entrelaçam com outras comunidades da internet e fora dela. Principalmente fora dela. Menos o lugar, mais a pessoa.
É por isso que vou continuar a compartilhar meu Twitter no Buzz.
Abaixo os comentários que algumas pessoas que ainda me seguem no Buzz fizeram na ocasião em que este texto foi publicado:
Thiago Bomfim dos Santos - Eu parei de compartilhar os meus updates do twitter aqui, mas estou pensando em reconsiderar…14 fevThiago Bomfim dos Santos - O melhor de tudo: quem nunca deu atenção para Google Reader, Friendfeed e Twitter agora tá conseguindo acompanhar o webstream que era exclusividade do mundo dos nerds.14 fevCarlos Filho - eu parei de compartilhar o que escrevo no twitter aqui, porque imagino que deve ser muito chato para algumas pessoas, aquelas que seguimos e nos seguem em mais de uma mídia, ter que ler e reler os mesmos assuntos, isso sem contar aqueles que usam – neste caso – o twitter como um simples alto-falante de suas ideias mais absortas.Neste ponto de vista, considero irrelevante duplicar as informações.
Por outro lado, o que o Alê escreveu é totalmente válido e deve ser considerado para aqueles que desejam manter esta ou aquela mídia compartilhada aqui.
A forma como nos comunicamos, aquela fórmula clássica de emissor-mensagem-receptor está mudando, isso é óbvio. Resta saber se estamos preparados para essa mudança e mais importante, como queremos que ela seja daqui pra frente.14 fev
Thiago Bomfim dos Santos - Agora algumas dúvidas me visitam: É realmente importante o que eu tenho a dizer? E se é, isso significa que todo o meu círculo de relacionamentos precisa ouvir? E além do incômodo da minha incoveniência, será que não há um monte de gente evitando justamente o bombardeio de informação? Será que coisas como o Google Buzz não são um cerco que se fecha para que todos, mesmo contra a vontade ou até mesmo de modo imperceptível, coloquem sua rotina num lifestream?14 fevThiago Bomfim dos Santos - Mais uma dúvida: compatilho o Twitter no Buzz ou não? rs14 fevCarlos Filho - @thiago a questão que acho, tem a ver com o mesmo conceito por trás da Google: relevância e autoridade.Quero dizer que o que tem a dizer, até mesmo uma frase do tamanho de um SMS, pode ter sua importância à alguém, fazendo com que naquele momento, seja útil e necessária.
Quanto mais ‘alguéns’ você conseguir somar pelas suas ideias, considerando a informação e conteúdo que pode dar, é de se supor que eles sejam pessoas diferentes.
Digo no sentido dialético da coisa, onde não existe apenas uma ideia e/ou uma contrária, mas a partir daí, começam a existir sínteses.14 fev
Thiago Bomfim dos Santos - Carlos, vê se eu viajei no que você disse: o número de pessoas que me seguem indicam a relevância do meu conteúdo (de acordo com as leis da internet “pós-googliana”)? E quando aqui discutimos “relevância” nos referimos ao termo que se opõe a “banalidade”?14 fevCarlos Filho - Em termos, porque você deve levar em conta o que você quer, o seu interesse próprio. Senão, eu poderia desenvolver um programa que faria todos os usuários do gmail me seguirem e daí eu seria o rei.Mas é de se pensar o que levam as pessoas a terem vontade de ler o que eu escrevo? Qual seria essa ‘fórmula mágica’?
Relevância neste caso, nada mais é do que a soma dos votos de confiança que as pessoas dão para o seu conteúdo, te seguindo é justo, mas também interagindo com ele e utilizando-o como fonte de informações próprias.
Dessa forma, você passaria a ser um agente multiplicador. Perceba que quanto mais relevância, maior será a sua autoridade dentro deste contexto.
Pessoas com autoridade maior, por intuição, têm um peso maior no compartilhamento de informações.
Por exemplo, é diferente eu te indicar um smartphone, e a Garota sem Fio fazer isso.14 fev
Thiago Bomfim dos Santos - EntendiÉ a velha ideia do formador de opinião, só que atrás de um teclado. Embora pareça, Carlos, não estou levando a discussão de modo jocoso, na verdade estou achando interessante.
Preciso melhorar meu estilo…14 fev
Lady Rasta - Eu não compartilho e acho que flooda a timeline – eu detesto tweets repetidos no facebook, por exempo. E mesmo que vários amigos não tenham twitter, acho que o tipo de coisa que tuitamos não é do mesmo tipo que jogamos aqui…14 fevLunna Guedes - Eu ainda tenho twitter, mas sinceramente não tenho paciência com ele. E vamos ver se terei com o “buzzuzo” novo. rs
Mas eu te acompanho por aí (sempre). bjs14 fevRuleandson do Carmo Cruz - Concordo, moço. A maioria de meus amigos não tem Twitter, e poderão acompanhar o que posto lá por aqui. Além disso não faz sentido eu ficar falando sobre meu dia-a-dia e/ou compartilhar pensamentos, links etc aqui de modo diferente do que faço lá. Integrar os serviços acho que é o melhor e mais funcional também…15 fev

8 comentários ↓
Ainda bem que temos a opção de unfollow, turn off buzz…
PS: Tem gente que abusa… não só no Buzz ou no Twitter, mas em vários canais.
Sem dúvida! Não sei o que seria das pessoas sem a opção do unfollow e outras ferramentas. Imaginou se a gente fosse obrigado a seguir alguém?
Abraços!
Opa Alessandro,
Pensa comigo: se eu quisesse te seguir no twitter eu te seguiria no twitter, simples assim!
Se você automatizar toda publicação do twitter no buzz, eu vou parar de seguir os seus buzzes, simples assim!
Uma ou outra coisa ainda vai lá, mas tudo é uma superdosagem de ruído que eu não quero (por isso não te sigo no twitter) receber.
Lembre-se, twitter é ejaculação precoce de textos, é tudo que as pessoas não maturam suficientemente…
Se realmente você aprecia uma parte dos seus leitores, nos deixe apenas com o seu conteúdo editado e nos livre do ruído do twitter!
abraços
Sérgio,
é como eu disse: não precisa me seguir no Twitter e nem no Buzz.
Cada usuário das redes vai buscar a relevância como melhor lhe aprouver. E isso é muito pessoal e sutil.
Abraços!
Olá
Você tocou no ponto crucial: disseminação da informação.
Entrei recentemente no twitter e vejo o quanto isso é comum, é uma cultura da ferramenta. é mais um veículo de transmissão.
Acho que nessa rede cada um tem um objetivo e age conforme ele, não cabe a nós leitores dizer o que é certo ou errado, este é um conceito relativo e subjetivo muitas vezes.
Enfim, quero dizer que gostei de descobrir este espaço, é um mundo novo que se abre, uma porta aberta para novas idéias, pensamentos e sensações…
Continue sendo humilde.
Um abraço.
Obrigado, Ana, pelas palavras de incentivo. Abraços!
[...] artigo pode ser um complemento do Por que vou continuar a direcionar meu Twitter para o Buzz: uma reflexão que vai além disso, via Alessandro Martins. bb_keywords = "fundação"; bb_bid = "172767"; bb_lang = "pt-BR"; [...]
Como eu escrevi lá em cima, e em outras chances/mídias, a comunicação como a conhecemos está mudando, isso é um fato. Resta saber como queremos que ela seja daqui pra frente; mas mais importante do que isso, e é uma suposição das grandes, mas o volume de informações que a Google tem de nós, talvez mostre tendências que nós enquanto indivíduos não fomos capazes de observar ainda. Mas no fim, só o futuro dirá.
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