Tim Berners-Lee, um dos homens que legou a internet à humanidade (se não o mais notável dentre eles), citado no livro O Relógio do Longo Agora, de Stewart Brand, sobre o fato de muitas pessoas reclamarem da massa esmagadora de informações na internet:
Sentir-se saturado pela existência de tantas coisas na rede é como se sentir saturado pela massa de magníficas paisagens no campo. Você não é obrigado a visitá-las, mas é agradável saber que elas estão lá. Especialmente pela liberdade e variedade.
Mas a frase dele que mais me arrepia é a seguinte, que cito de uma matéria no site do Ministério da Cultura:
Surpreendendo seus colegas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em francês), em Genebra, Berners-Lee decidiu ceder gratuitamente ao mundo seus direitos sobre o software da WWW. O altruísmo do pesquisador contrasta com a ganância atual das operadoras de telecomunicações americanas. Sua resposta aos colegas de pesquisa foi categórica: “Não preciso desses royalties. Por isso, eu os cedo gratuitamente à humanidade. É a minha contribuição à democratização e universalização da internet“.
Não é ótimo compartilhar este tempo com pessoas assim? Não é como conviver com Santos Dummont, Benjamin Franklin, Galileu Galilei ou outros que fizeram a diferença na História?

6 comentários ↓
Uma vez eu vi na TV uma dentista que se dizia criadora do “limpador de língua”. Ela reclamou que tinha vários limpadores de língua por aí e não estavam pagando os direitos dela. Achei aquilo tão pequeno! Quer dizer que a gente não pode nem limpar a língua se não for pra ela receber alguns centavos por isso?
É muito legal saber que há pessoas que fazem diferença na História no nosso tempo também.
Pena que nem todos os benfeitores da Humanidade ganham prêmios de 1,2 milhão de euros como o Tim Bernes-Lee (Wikipedia) e podem se dar ao luxo de recusar o dinheiro que ganhariam honestamente explorando suas invenções.
Fala, Shiko!
Também acho muito legal o fato de ele ter se contentado com 1,2 milhões (e provavelmente mais, afinal, um cara desses deve ser muito bem pago) e poder abrir mão de centenas de milhões. É coisa de gênio saber a diferença entre o suficiente e o mais que suficiente.
Como você disse, seria muito justo se ele explorasse financeiramente sua criação. Pudessem todos os gênios com quem convivemos terem essa possibilidade e o mundo seria ainda melhor.
Abraços do Alessandro!
Caminhante,
eu até entendo a dentista. Se por um lado um limpador de línguas não é exatamente um legado, por outro seria um ganha pão a mais para ela… mas, enfim.
Abraços!
[...] diversas vezes: informação demais atrapalha? Resolvi voltar a esse assunto depois de ler, num post do Alessandro Martins, uma frase de Tim Berners-Lee, um dos criadores da World Wide Web – ou WWW, a própria internet. [...]
[...] você não lê o Quero ter Um Blog, do Alessandro Martins, por favor, pare um segundo e leia o post A massa esmagadora e as paisagens, em que ele cita uma fala arrepiante de Sir Tim Berners-Lee (eu conheço uma moça que tem [...]
Deixe um comentário